Doença atinge cerca de 35% da população brasileira; sobre o assunto confira a entrevista com o cardiologista Vamberto Foschini
Hoje, 26 de abril, é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A pressão alta atinge 35% da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde, e metade dessas pessoas sequer sabe que tem a doença. Para entender melhor o assunto, conversamos com o cardiologista Dr. Vanberto Benedito Mansur Foskini.
O que é Hipertensão Arterial e como identificá-la?
A hipertensão arterial é caracterizada por pressão acima de 140 por 90 mmHg (milímetros de mercúrio), ou 14 por 9, como é comumente chamado. Não basta um único registro alto; a pressão deve ser monitorada ao longo do tempo. A partir dos 20 anos, recomenda-se aferição anual, e com maior frequência (a cada 6 ou 7 meses) para quem tem histórico familiar da doença. A detecção precoce é crucial para iniciar o tratamento.
Sintomas e Fatores de Risco
Em 70% dos casos, a hipertensão é assintomática. Quando presentes, os sintomas podem incluir dor de cabeça, tontura, fraqueza e mal-estar. O sedentarismo e uma dieta rica em sódio, presente em grande quantidade em alimentos industrializados, são fatores de risco importantes. Preparar refeições em casa, com menor quantidade de sódio, é uma forma de controlar a ingestão desse mineral.
Leia também
Tratamento e Prevenção
Medidores de pressão digitais são confiáveis e podem ser usados em casa, com frequência mensal para indivíduos sem histórico de hipertensão e diariamente para quem já tem a doença e está em tratamento. Embora 50% das pessoas cientes da hipertensão usem medicação, apenas 45% têm a pressão controlada. O tratamento envolve medicação e mudanças no estilo de vida, como perda de peso, atividade física e dieta adequada. Medicamentos estão disponíveis na rede pública e na farmácia popular. O estresse também é um fator a ser considerado e combatido. A hipertensão é um fator de risco para doenças cardiovasculares, como AVC e infarto, sendo crucial o diagnóstico e tratamento precoces para reduzir a mortalidade. Consultas médicas regulares são fundamentais para ajustar o tratamento conforme a necessidade individual.
A prevenção e o controle da hipertensão são vitais para a saúde cardiovascular. A combinação de tratamento medicamentoso e mudanças de hábitos contribui para uma vida mais saudável e longeva, reduzindo significativamente os riscos de complicações graves.



