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Nesta quarta-feira (28) é celebrado o Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna

De 1996 a 2018, o Brasil registrou 39 mil óbitos maternos; Julia Alencar, médica ginecologista, comenta o cenário!
Nesta quarta
De 1996 a 2018, o Brasil registrou 39 mil óbitos maternos; Julia Alencar, médica ginecologista, comenta o cenário!

De 1996 a 2018, o Brasil registrou 39 mil óbitos maternos; Julia Alencar, médica ginecologista, comenta o cenário!

O Brasil registrou 39 mil óbitos maternos entre 1996 e 2018, Nesta quarta, sendo que 92% desses casos poderiam ter sido evitados. Apesar dos avanços na medicina e da divulgação sobre a importância do pré-natal, mulheres ainda morrem por complicações na gestação ou no parto. No Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, a médica ginecologista Júlia Alencar explicou os principais fatores que contribuem para esse problema.

Fatores que contribuem para a mortalidade materna

Segundo a médica, a principal causa da mortalidade materna é a falta de assistência adequada. Muitas mulheres não têm acesso a um pré-natal completo e não encontram serviços especializados para gestantes de alto risco, Nesta quarta, especialmente em regiões com vazios assistenciais.

Principais causas das mortes maternas: As principais causas são hemorragias, infecções e doenças hipertensivas, como a pré-eclâmpsia, que podem ser prevenidas com acompanhamento médico adequado.

Perfil das mulheres mais afetadas: A taxa estimada para 2024 é de 50 óbitos maternos para cada 100 mil nascidos vivos, acima da meta ideal de 30. As mulheres mais vulneráveis são as de baixa renda, adolescentes e residentes das regiões Norte e Nordeste, onde a assistência pré-natal é mais limitada.

Desafios no sistema público de saúde

Júlia Alencar destacou que o principal problema está no atendimento público, que nem sempre oferece pré-natal adequado. Além disso, a atenção terciária, que inclui serviços de emergência obstétrica, muitas vezes carece de profissionais habilitados para atender gestantes em situação de risco.

Informações adicionais

A médica reforçou que a gestação requer acompanhamento contínuo, pois complicações podem surgir a qualquer momento. Avanços científicos e cuidados simples, como alimentação adequada e atividade física, contribuem para uma gravidez saudável e um parto seguro. Ela também ressaltou a necessidade de ampliação dos serviços públicos de saúde para reduzir a mortalidade materna no país.

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