Nossa reportagem ouviu relatos de mulheres que sofrem preconceito diariamente por conta da cor da pele
Em 25 de julho, celebra-se o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha. No Brasil, desde 2014, a data também homenageia Teresa de Benguela, líder do Quilombo do Piolho, símbolo da resistência contra a escravidão.
A Luta de Teresa de Benguela e a Resistência Negra
Teresa de Benguela, chefe do Quilombo do Piolho, no Mato Grosso, representou uma importante figura na luta contra o sistema escravista brasileiro. Após sofrer ataques das autoridades, foi presa e cometeu suicídio para não viver sob o regime de escravidão. Sua história inspira a luta contínua contra o racismo e a opressão.
Racismo e Preconceito Contra Mulheres Negras
Mulheres negras no Brasil sofrem diariamente com o racismo e o preconceito. Relatos de mulheres em Ribeirão Preto ilustram a realidade de apelidos ofensivos, situações de racismo explícito e a dificuldade em registrar tais crimes como racismo, muitas vezes tipificados apenas como injúria. A falta de reconhecimento da gravidade do racismo pelas instituições também é um problema recorrente.
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Combate ao Racismo e a Importância da Denúncia
Para combater o racismo, é fundamental que as ofensas sejam tipificadas corretamente como crime de racismo, garantindo punições mais severas aos agressores. As mulheres negras que sofrem violência racial devem denunciar os atos, buscando justiça e o reconhecimento de seus direitos. Eventos como a feira cultural no Cine Calim em Ribeirão Preto, em comemoração ao Dia da Mulher Negra, promovem a conscientização e a luta contra o racismo.
A data serve como um importante lembrete da luta contínua por igualdade racial e justiça social, reforçando a necessidade de combate ao racismo estrutural e à violência contra as mulheres negras.



