Brasil vive uma epidemia de burnout, que é a sobrecarga emocional por conta do trabalho; psicólogo Lucas Freire dala do tema
Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde Mental, discutimos a crescente epidemia de exaustão profissional no Brasil e seus impactos na vida pessoal e profissional.
O que é Burnout?
Burnout, termo cada vez mais comum, representa o ápice do cansaço extremo e exaustão, frequentemente ligado à relação com o trabalho. Não se trata de um problema exclusivo de uma geração, mas sim um reflexo de um estilo de vida que prioriza a produtividade incessante, exacerbado pelo avanço da tecnologia e pela falta de limites entre trabalho e vida pessoal.
Consequências e prevenção
A ausência de momentos de descompressão e a constante conectividade contribuem para o estresse crônico, impactando a saúde mental e física. A busca por harmonia, em vez de equilíbrio, é crucial. Criar momentos de descompressão, explorar atividades lúdicas e cultivar hobbies são fundamentais para evitar a sobrecarga emocional. Desconstruir a ideia de que o trabalho precisa ser sofrido e doloroso também é importante. O esforço pode ser leve e prazeroso, permitindo a experiência do “flow”, um estado de imersão e realização que promove bem-estar.
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Encontrando o seu “Play”
Atividades como cozinhar, praticar esportes ou artes podem ser formas de “play”, ou seja, momentos de brincadeira e exploração que renovam as energias e promovem a resiliência. É importante diversificar os “plays” para evitar que uma única atividade se torne fonte de estresse. Reconectar-se com a criança interior e resgatar hobbies abandonados também são estratégias eficazes para melhorar a qualidade de vida e a saúde mental.



