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Dispersores de sementes na natureza: Nesta quinta-feira (17) é comemorado o “Dia do Curupira”

Figura de pés ao contrário e cabelo de fogo é uma das principais do folclore brasileiro, associada à proteção das florestas
dispersores de sementes na natureza
Figura de pés ao contrário e cabelo de fogo é uma das principais do folclore brasileiro, associada à proteção das florestas

Figura de pés ao contrário e cabelo de fogo é uma das principais do folclore brasileiro, associada à proteção das florestas

Hoje é comemorado o Dia do Protetor de Florestas, data que destaca a importância da preservação ambiental e das figuras do folclore brasileiro, como o Curupira, conhecido por seus cabelos vermelhos e pés virados para trás, que simboliza a proteção das florestas.

Na região, diversas iniciativas têm sido realizadas para o plantio de mudas e reflorestamento de áreas devastadas, mas a reposição das árvores derrubadas ou destruídas por incêndios criminosos ainda não ocorre em ritmo suficiente. Além disso, a perda de animais dispersores de sementes, como mamíferos e aves, compromete a regeneração natural das florestas. Esses animais se alimentam dos frutos das árvores nativas e espalham suas sementes, contribuindo para o crescimento das plantas em diferentes locais.

O pesquisador Mauro Galetti, professor da Unesp de Rio Claro, explica que as plantas desenvolveram estratégias para atrair polinizadores e dispersores de sementes, como cores, aromas e frutos carnosos que servem de alimento para esses animais. Na Mata Atlântica e no Cerrado, biomas presentes na região, de 50% a 90% das áreas dependem desses dispersores, entre eles pequenos mamíferos, aves e macacos. No entanto, várias dessas espécies estão ameaçadas de extinção, como a jacutinga, o muriqui, a anta e o lobo-guará.

Galetti destaca que a destruição de habitats e a construção de estradas afetam negativamente esses animais e, consequentemente, a dispersão das sementes. A proteção dessas espécies é fundamental para combater as mudanças climáticas, já que as árvores ajudam a eliminar o dióxido de carbono da atmosfera. Para isso, é necessário criar reservas, combater a caça e reduzir atropelamentos.

Entre os animais dispersores, a acutiá é citada como um exemplo importante, mas sua população está diminuindo devido à caça, ataques de cães domésticos e atropelamentos. O lobo-guará e o muriqui também são dispersores essenciais e enfrentam ameaças semelhantes.

Um estudo recente publicado na revista científica Nature propõe soluções para restaurar o equilíbrio da fauna e mitigar os impactos da ausência desses animais, incluindo a reintrodução de dispersores em áreas degradadas e a proteção integral das espécies.

Em Ribeirão Preto, foi inaugurada a Trilha do Jequitibá no Bosque Fábio Barreto, que oferece contato direto com a natureza e promove a conscientização ambiental. A trilha possui árvores como jequitibás, perobas, guaritas e palmeiras, além de abrigar diversas espécies de animais, como saguis, cotias, lagartos, periquitos, papagaios, tucanos e saracuras.

O responsável técnico pelo bosque, Alexandre Golveia, orienta que os visitantes usem roupas leves, calçados adequados e repelente para se protegerem dos insetos durante a caminhada. A visitação está aberta hoje, das 9h ao meio-dia e das 14h às 16h30, sem necessidade de agendamento prévio, em comemoração ao Dia do Protetor de Florestas.

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