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Nesta quinta-feira (21) é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

Empresas são obrigadas a contratar funcionários que se encaixem na categoria PCD; especialista em RH, Luciana Crnkovic, explica
Dia Nacional da Pessoa com Deficiência
Empresas são obrigadas a contratar funcionários que se encaixem na categoria PCD; especialista em RH, Luciana Crnkovic, explica

Empresas são obrigadas a contratar funcionários que se encaixem na categoria PCD; especialista em RH, Luciana Crnkovic, explica

Neste Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, é crucial discutir o capacitismo, um preconceito baseado na capacidade das pessoas, afetando especialmente indivíduos com deficiência. Conversamos com a especialista em recursos humanos Luciana Sankrovic para entender melhor esse tema.

Capacitismo: Uma questão estrutural?

O capacitismo é culturalmente enraizado, baseado na crença limitante de que pessoas com deficiência não possuem habilidades para o trabalho ou outras atividades. Manifesta-se de diversas formas: o capacitismo médico, que trata pessoas com deficiência como doentes; o recreativo, que as exclui de brincadeiras e jogos; e o institucional, que dificulta a contratação no mercado de trabalho.

Desafios no mercado de trabalho e a Lei de Cotas

Pessoas com deficiência no mercado de trabalho enfrentam o capacitismo diariamente, encontrando olhares diferentes e limitações impostas injustamente. A falta de recursos e infraestrutura adequada nas empresas também contribui para essa dificuldade. A Lei de Cotas, que estabelece a reserva de vagas para pessoas com deficiência em empresas com mais de 100 funcionários, surge como um importante instrumento para combater o capacitismo, mas a adaptação do ambiente de trabalho e a mudança de mentalidade são cruciais para a verdadeira inclusão.

Linguagem capacitista e a importância da conscientização

Expressões como “retardado”, “doente mental”, “maluco”, entre outras, perpetuam o capacitismo. É fundamental que empresas e instituições de ensino promovam treinamentos e conscientização sobre o uso de uma linguagem inclusiva e respeitosa. A inclusão requer não apenas a adequação da infraestrutura, mas também a valorização das habilidades e competências individuais, reconhecendo o potencial de cada pessoa, independentemente de suas limitações. Instituições de ensino superior precisam integrar discussões sobre deficiência, acessibilidade e inclusão em seus currículos, promovendo uma mudança cultural duradoura.

A valorização da diversidade e a superação do capacitismo são essenciais para um ambiente de trabalho mais justo e inclusivo, enriquecendo as empresas e a sociedade como um todo. Atitudes conscientes e a promoção de uma cultura de respeito são fundamentais para construir um futuro mais equitativo.

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