Médica intensivista, Viviane Barbosa Silva, fala da importância da doação e detalha como funciona a escolha dos receptores
Neste Dia Nacional da Doação de Órgãos, conversamos com a médica intensivista Viviane Barbosa Silva para discutir os desafios e a importância da doação no Brasil. A médica destaca dois principais obstáculos: a dificuldade no diagnóstico de morte encefálica e a resistência familiar em autorizar a doação.
Desafios na Doação de Órgãos
A complexidade do diagnóstico de morte encefálica representa um desafio médico significativo. Além disso, a hesitação familiar em relação à doação de órgãos de entes queridos impede que muitas vidas sejam salvas. A médica explica que um único doador pode salvar até oito vidas, doando órgãos como córnea, coração, pulmão, pâncreas, fígado, intestino, tendão, válvulas cardíacas e músculos.
O Sistema de Transplantes no Brasil
O sistema de transplantes brasileiro funciona por meio de filas estaduais e nacional, organizadas por órgão e priorizando pacientes em estado crítico. A fila é organizada por critérios de gravidade, com pacientes em risco iminente de morte tendo prioridade. A compatibilidade entre doador e receptor é fundamental, e órgãos incompatíveis em um estado podem ser disponibilizados para outros estados pela central nacional. Hospitais públicos e privados participam do mesmo sistema, com comissões intra-hospitalares responsáveis pela avaliação de potenciais doadores.
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A Importância da Conscientização
A maior demanda concentra-se em rins e córneas. Para aumentar a taxa de doação, a conscientização é crucial. É imprescindível que as pessoas informem seus familiares sobre o desejo de serem doadoras, pois a autorização para a doação é dada pelos familiares. Comunicar sua vontade aos entes queridos garante que seu desejo seja respeitado após o falecimento.



