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Nesta quinta-feira é celebrado o Dia Mundial do Autismo

Em tempos de pandemia, familiares de pacientes diagnosticados com a doença se queixam da suspensão do tratamento
Dia Mundial do Autismo
Em tempos de pandemia, familiares de pacientes diagnosticados com a doença se queixam da suspensão do tratamento

Em tempos de pandemia, familiares de pacientes diagnosticados com a doença se queixam da suspensão do tratamento

O transtorno do espectro autista (TEA) afeta significativamente as habilidades de comunicação e socialização, demandando tratamento precoce e contínuo. Com o advento da pandemia de Covid-19, muitas famílias enfrentaram desafios no acesso a terapias essenciais para crianças autistas.

Impacto da Pandemia no Tratamento do Autismo

A suspensão das consultas presenciais devido à pandemia impactou diretamente o tratamento de Benício, de quatro anos, diagnosticado com autismo. Sua mãe, Débora, relata a eficácia das terapias online, interrompidas pela negativa do convênio médico em cobrir esse tipo de atendimento. A preocupação com a regressão no desenvolvimento e o aumento de comportamentos desafiadores na criança são grandes, antecipando dificuldades na retomada das terapias presenciais.

A Importância do Acompanhamento Terapêutico

A psicóloga Sheila Soma destaca a importância da continuidade do acompanhamento terapêutico, mesmo em contexto de pandemia. A falta de intervenção pode levar a comportamentos como agitação e irritabilidade. A profissional enfatiza a necessidade de os pais receberem orientações para lidar com os estímulos apresentados pelas crianças, mantendo rotinas e previsibilidade para minimizar o impacto das mudanças abruptas, tão difíceis para crianças autistas.

O Desafio do Acesso a Terapias Online

A Unimed Ribeirão Preto, em nota, justifica a não cobertura das terapias online para autismo pela falta de comprovação científica da sua eficácia e pela ausência de previsão contratual para esse tipo de atendimento. Essa posição, no entanto, contrasta com a experiência relatada por famílias como a de Débora, que observaram resultados positivos com as terapias remotas.

A situação de Benício e outras crianças autistas evidencia a necessidade de políticas públicas e ações de saúde que garantam o acesso contínuo a terapias, adaptando-se às novas realidades e considerando as experiências positivas com o atendimento remoto, mesmo diante da falta de comprovação científica definitiva sobre a sua eficácia em todos os casos. A busca por soluções inovadoras e flexíveis é crucial para assegurar o desenvolvimento pleno dessas crianças.

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