Adriana Silva, relaciona o a história do santo com o nome do Morro do São Bento, em Ribeirão; ouça a coluna!
O Morro do São Bento, em Ribeirão Preto, guarda consigo um rico acervo histórico e cultural, muito além do que se pode imaginar. Inicialmente conhecido como Morro do Sipó, o local já abrigava encontros musicais em seu passado. Hoje, além de ser um remanescente da Mata Atlântica e área de proteção ambiental, abriga diversos equipamentos culturais.
Um complexo cultural
O Morro do São Bento abriga um conjunto de equipamentos culturais que se complementam, oferecendo uma variedade de atividades. De um lado, temos o bosque com o jardim japonês e um torii que celebra o centenário da imigração japonesa. Do outro, a Casa de Cultura, inicialmente projetada com um grande painel de arte na entrada, que só foi concluído anos depois com a obra de Odila Mestriné. Ainda, podemos encontrar esculturas de Tirso Cruz e Bassano Vacarini, além do imponente Cristo que oferece uma vista panorâmica da cidade.
Teatro e segurança
O complexo cultural também inclui o Teatro Municipal e o Teatro de Arena, este último descrito por uma moradora como um “buraco acústico”, em referência à sua acústica singular. Apesar da riqueza cultural do local, a segurança é uma preocupação. A falta de iluminação e os constantes furtos de equipamentos públicos são desafios a serem enfrentados para garantir a preservação e o uso pleno dos espaços.
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Preservação e futuro
A Secretaria da Cultura está se mudando para outro local, e o espaço do Morro do São Bento será ocupado pela Fábrica de Cultura. A expectativa é que o projeto contemple melhorias estruturais, segurança e a preservação da história e da cultura do local. A integração dos equipamentos culturais existentes, a riqueza histórica e a beleza natural do Morro do São Bento o tornam um espaço de grande valor para a cidade, que precisa ser preservado e acessível a todos.