Médica oncologista, Cristiane Mendes, fala sobre a prevenção e a importância do diagnóstico precoce do câncer de boca; confira
O Dia Mundial da Saúde Bucal, comemorado em 20 de março, serviu como um alerta importante para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de boca. Dados recentes apontam um aumento alarmante de casos, principalmente no Sudeste do Brasil.
Números Alarmes e Fatores de Risco
Em entrevista à CBN, a oncologista Dra. Cristiane Mendes destacou a alta incidência do câncer de boca, com um número significativo de homens afetados (70% a 80% dos casos em algumas regiões de São Paulo, com estimativa de 4 mil pessoas). A médica explicou que o tumor frequentemente se origina em lesões nos lábios, gengivas, bochechas e língua. Os principais fatores de risco incluem o uso de cigarro e bebidas alcoólicas, higiene oral inadequada e lesões crônicas, como as causadas por próteses mal adaptadas.
Sintomas e Prevenção
Além de lesões na boca, outros sintomas podem indicar a doença, como sangramento espontâneo, feridas que não cicatrizam em 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas. A Dra. Mendes enfatizou a importância da prevenção por meio de hábitos saudáveis: higiene bucal adequada, evitar o consumo de cigarro e álcool, alimentação equilibrada e visitas regulares ao dentista. A vacinação contra o HPV também é crucial, pois o vírus está associado a alguns tipos de câncer de boca.
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Diagnóstico e Tratamento
O tratamento do câncer de boca varia de acordo com a extensão da lesão e o estado de saúde do paciente. Pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia, muitas vezes em combinação. A Dra. Mendes ressaltou que a doença tem cura, especialmente quando diagnosticada precocemente. O tratamento é multidisciplinar, envolvendo dentistas, fonoaudiólogos, nutricionistas e oncologistas para garantir a melhor qualidade de vida ao paciente.
A conscientização sobre os riscos do câncer de boca e a busca por cuidados preventivos são fundamentais para reduzir a incidência da doença e melhorar o prognóstico dos pacientes. Qualquer lesão persistente na boca deve ser avaliada por um profissional de saúde.



