Sobre as conquistas das mulheres e a busca por igualdade, ouça a entrevista da Presidente da Unegro, Ana Almeida
Em 25 de julho, celebra-se o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana. No Brasil, a data homenageia Teresa de Benguela, líder quilombola que resistiu à escravidão por duas décadas e se tornou rainha. A data destaca a luta das mulheres negras contra o feminicídio, a precarização dos direitos e a busca por reparação.
Desigualdades enfrentadas pelas mulheres negras
Dados do IBGE revelam que 39,8% das mulheres negras brasileiras vivem em condições precárias de trabalho, em comparação com 31,6% dos homens negros, 26,9% das mulheres brancas e 20,6% dos homens brancos. Em Ribeirão Preto, a realidade espelha a situação nacional, com mulheres negras na base da pirâmide social, sofrendo mais violência e tendo menos oportunidades.
Os principais desafios
De acordo com Ana Almeida, presidente da ONG UN Negro, os principais desafios enfrentados pelas mulheres negras incluem: baixos salários, mesmo realizando as mesmas tarefas que homens e mulheres brancas; altos índices de violência e feminicídio; falta de oportunidades de trabalho e reconhecimento de seus valores. A luta por igualdade racial e de gênero é contínua e exige a participação de toda a sociedade.
Um dia de luta e comemoração
Apesar dos desafios, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana também é um momento de comemoração pelas conquistas alcançadas. A presença de mulheres negras em espaços de visibilidade, como entrevistas em importantes rádios, demonstra o progresso obtido graças à luta ancestral. A conscientização sobre o racismo como um problema que afeta a todos e a importância da participação de toda a sociedade na luta por justiça social são cruciais para a construção de uma democracia plena no Brasil.



