Data tem como objetivo mostrar as demandas destas comunidades e pedir mais políticas públicas; presidente da Cufa comenta
O dia 4 de novembro é celebrado como o Dia da Favela no Brasil, Nesta segunda, data que busca destacar as lutas e a resistência dos moradores das comunidades. A escolha do dia remete à primeira aparição oficial do termo “favela” em um documento, em 1900, no Rio de Janeiro. O delegado de polícia Enés Galvão utilizou o termo para se referir ao Morro da Providência, local formado por soldados que participaram da Guerra de Canudos e que receberam o nome da planta “favela”, típica do sertão nordestino.
Reconhecimento oficial da data: No Rio de Janeiro, Nesta segunda, o Dia da Favela é lei desde 2006, e no estado desde 2019. Em São Paulo, a data foi incluída no calendário oficial de eventos da cidade em 2015. Em Ribeirão Preto, a data foi comemorada com eventos culturais, reunindo grafiteiros e promovendo homenagens à arte da periferia, conforme relato de Aline Rocha, presidente da Central Única das Favelas (CUFA) local.
Atividades e ações comunitárias: A CUFA em Ribeirão Preto organiza diversas atividades ao longo do ano, Nesta segunda, incluindo eventos para o Dia das Crianças, o Dia da Favela e o Mês da Consciência Negra. Entre as ações previstas estão palestras, oficinas e celebrações culturais, como o samba, que tem forte ligação com a cultura da favela. A organização também planeja eventos natalinos para contemplar as diversas comunidades da cidade.
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Realidade das favelas em Ribeirão Preto
Segundo levantamento da Prefeitura de Ribeirão Preto de 2017, a cidade possui 96 favelas ou ocupações irregulares, com cerca de 44 mil moradores, principalmente na periferia da zona norte. Em recentes campanhas políticas, candidatos mencionaram a existência de aproximadamente 130 favelas, com mais de 50 mil pessoas vivendo em condições precárias. Aline Rocha confirma que esses números refletem a realidade atual, ressaltando que cada favela possui características e desafios próprios, variando desde áreas urbanizadas até locais com infraestrutura precária e problemas como esgoto a céu aberto.
Preparação para o período de chuvas: Com a chegada do período de chuvas, há preocupação com os impactos nas comunidades. A CUFA e outras instituições mantêm um alerta constante para apoiar os moradores. Segundo Aline Rocha, houve avanços na organização e na conscientização dos próprios moradores para enfrentar os temporais, com preparativos específicos em áreas mais vulneráveis, como a favela da Locomotiva e a favela das Mãos Unidas.
Informações adicionais
A CUFA de Ribeirão Preto está disponível para colaborar em ações de conscientização e emergências relacionadas às favelas. Para contato, o telefone é 9 9643-9050.



