Cirurgião, André Augusto Pinto, enumera os riscos do sobrepeso e afirma que seis a cada dez brasileiros sofrem do problema
Hoje é o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, data que reforça a importância dos cuidados para evitar o sobrepeso e a obesidade, problemas de saúde graves e em crescente aumento no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2025, cerca de 2 bilhões de adultos estarão acima do peso. No Brasil, o problema avançou quase 70% nos últimos 13 anos.
O que é obesidade?
De acordo com o cirurgião geral e bariátrico André Augusto Pinto, a obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, aumentando o risco de hipertensão, diabetes, colesterol alto, triglicérides altos, apneia do sono e refluxo, entre outras doenças. Atualmente, a obesidade é considerada a maior pandemia mundial, com mais obesos que desnutridos no planeta. No Brasil, seis em cada dez adultos estão acima do peso, sendo 20% considerados obesos e necessitando de tratamento. A preocupação se estende às crianças e adolescentes, que também apresentam aumento nos índices de massa corpórea, indicando um futuro preocupante.
Fatores e consequências da obesidade
O estilo de vida moderno, com menos atividades físicas e maior consumo de alimentos industrializados, contribui significativamente para o aumento da obesidade. A genética também desempenha um papel, com crianças de pais obesos tendo maior probabilidade de desenvolver a doença. A obesidade aumenta o risco de diversas doenças, incluindo hipertensão (55% dos obesos), colesterol e triglicérides altos (40%), diabetes tipo 2 (20-25%), apneia do sono, problemas ortopédicos e alguns tipos de câncer. É importante destacar a obesidade como um fator de gravidade para a Covid-19, especialmente em pacientes abaixo de 50 anos.
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Prevenção e tratamento
A prevenção é crucial. Uma dieta balanceada, rica em fibras e com baixo teor de carboidratos e gorduras, aliada à atividade física regular (40-50 minutos diários), é fundamental. Para casos de obesidade mórbida (IMC acima de 40) ou obesidade moderada com doenças associadas (IMC entre 35 e 40), a cirurgia bariátrica pode ser indicada, mas sempre após avaliação de uma equipe multidisciplinar. Mudanças no estilo de vida e hábitos alimentares são o melhor tratamento, sendo a cirurgia uma opção para casos mais graves. A conscientização e a adoção de hábitos saudáveis são essenciais para combater essa pandemia.



