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Nesta semana é celebrado o Dia Mundial de Combate à Obesidade

Data serve para conscientizar sobre os riscos para quem está acima do peso; ouça o médico Fernando Nobre no 'CBN Saúde'
Nesta semana é celebrado o Dia
Data serve para conscientizar sobre os riscos para quem está acima do peso; ouça o médico Fernando Nobre no 'CBN Saúde'

Data serve para conscientizar sobre os riscos para quem está acima do peso; ouça o médico Fernando Nobre no ‘CBN Saúde’

4 de março foi marcado como um dia de alerta para os problemas relacionados ao excesso de peso. Em coluna para a CBN, o cardiologista Dr. Fernando Nobre repercutiu dados recentes da World Obesity Federation e da Associação Brasileira de Obesidade (ABESO) e cobrou um debate ampliado sobre a doença, que avança no Brasil e no mundo e exige atenção de toda a sociedade.

Dados globais e projeções

Os relatórios citados pelo especialista mostram números preocupantes: um índice de massa corporal (IMC) elevado — a partir de 25, classificado como sobrepeso — contribui de forma significativa para as doenças crônicas não transmissíveis. Quase 4 milhões de mortes anuais são atribuídas a condições como diabetes, acidente vascular cerebral, doença cardíaca coronária e alguns tipos de câncer. Além disso, um IMC elevado é responsável por mais de 120 milhões de anos de vida adulta perdidos por essas quatro doenças a cada ano. Três quartos dessas mortes evitáveis ocorrem em países de renda média.

As projeções são ainda mais alarmantes: estima-se que o número de adultos afetados por níveis elevados de IMC passe dos atuais 2,2 bilhões para cerca de 3,3 bilhões em 2035, o que representaria um aumento da prevalência global de aproximadamente 42% para 54% entre 2020 e 2035. Entre jovens de 5 a 19 anos, a taxa subiria de 22% (cerca de 430 milhões) para mais de 39% (aproximadamente 770 milhões) no mesmo período.

Impactos na saúde e nos custos

O Atlas Mundial da Obesidade 2023, citado pelo médico, alerta que prevenir e tratar a obesidade pode exigir investimentos financeiros elevados — mas que o custo de não agir será certamente maior. No Brasil, segundo a federação mundial, cerca de 105 milhões de pessoas já apresentam algum grau de elevação do IMC, o que equivale a aproximadamente metade da população adulta. As estimativas apontam para um aumento desse contingente, projetando cerca de 140 milhões de pessoas com alterações do IMC até 2035.

Além da perda de expectativa e qualidade de vida, o sobrepeso e a obesidade sobrecarregam sistemas de saúde e a economia, por meio de maior demanda por tratamento de doenças crônicas e perda de anos produtivos.

Combinação de políticas e atitudes individuais

Dr. Fernando destacou que a resposta precisa combinar políticas públicas eficazes, ações das sociedades médicas e o engajamento da população. Entre as recomendações práticas estão a realização de check-ups regulares — especialmente a partir dos 40 anos — para monitorar peso, colesterol e outros fatores de risco, além de mudanças de hábitos alimentares e de atividade física. Ele também frisou a importância do combate à obesidade infantil, lembrando que a educação alimentar e o exemplo dos pais são determinantes.

O quadro exige medidas coordenadas e a adesão individual às orientações de saúde: políticas públicas, profissionais da saúde e famílias terão de atuar em conjunto para conter a progressão do sobrepeso e da obesidade e reduzir seus impactos nos próximos anos.

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