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Nesta semana é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo

No Brasil a doença acomete cerca de 12% da população
Dia Nacional do Alcoolismo
No Brasil a doença acomete cerca de 12% da população

No Brasil a doença acomete cerca de 12% da população

O álcool, droga lícita no Brasil, tem levado a números alarmantes de jovens buscando ajuda para lidar com vícios. A facilidade de acesso à bebida, permitida a maiores de 18 anos, contribui para esse cenário preocupante.

Famílias Desfeitas pelo Alcoolismo

Uma mulher, que preferiu não se identificar, relata o impacto devastador do alcoolismo na sua família, que se afastou em decorrência da doença de um familiar. Ela descreve a progressão do problema, desde o início, em que a gravidade da situação não era percebida, até as consequências financeiras e psicológicas que afetaram a todos.

A Doença e a Falta de Apoio

Para o nefrologista Yusef Ali Mery Jr., presidente da federação dos hospitais do Estado de São Paulo, o alcoolismo é uma doença que causa prejuízos sociais e pessoais. Ele destaca os malefícios à saúde, as dificuldades no âmbito familiar e profissional, e a incapacidade de quem sofre com o vício de cumprir com suas obrigações, como ir ao trabalho. O médico também alerta para a dificuldade que muitas vezes as pessoas próximas ao alcoólatra têm em perceber e acolher a situação. A necessidade de um tratamento multidisciplinar, que não se limita ao uso de medicamentos, é crucial. A falta de preparo da saúde pública para lidar com esses casos e a carência de financiamento são apontadas como grandes obstáculos.

A Evolução do Vício e a Necessidade de Tratamento

Uma pesquisa da Unifesp ilustra as fases do alcoolismo: da transição à tolerância, da busca pelo efeito ao uso da bebida como um remédio. O primeiro contato com o álcool, em muitos casos, acontece dentro de casa. Um levantamento da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) indica que 12% da população brasileira entre 12 e 65 anos sofre com o problema. A falta de recursos financeiros e locais de acolhimento dificultam o tratamento, mas há um esforço contínuo para melhorar a situação, dependendo fortemente de um crescimento econômico sustentável para aumentar o financiamento da saúde pública e, consequentemente, ampliar o acesso a tratamentos eficazes para o alcoolismo e outras doenças.

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