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Nesta sexta-feira (10) é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Suicídio

Quem comenta sobre o tema, que leva à morte 32 brasileiros por dia, é Danielle Zeoti na coluna 'CBN Comportamento'
Dia Mundial de Combate ao Suicídio
Quem comenta sobre o tema, que leva à morte 32 brasileiros por dia, é Danielle Zeoti na coluna 'CBN Comportamento'

Quem comenta sobre o tema, que leva à morte 32 brasileiros por dia, é Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’

O dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, data criada para conscientizar governos e sociedade sobre a importância deste tema. Em entrevista, a psicóloga Daniela Zeotti discute a gravidade da situação, especialmente após o agravamento da epidemia de suicídios durante a pandemia de Covid-19.

A Epidemia Silenciosa

Antes mesmo da pandemia, o Brasil já enfrentava uma epidemia de suicídios, afetando significativamente crianças, adolescentes e adultos jovens. Com a chegada da Covid-19, os números aumentaram consideravelmente, tornando-se uma preocupante questão de saúde pública. A psicóloga destaca a importância de quebrar o tabu em torno do assunto, enfatizando que falar sobre suicídio, com o devido cuidado, não induz novos casos, mas sim permite a prevenção através da informação.

Sinais e Sintomas: Identificando o Risco

Daniela Zeotti lista os principais sinais de alerta: mudanças abruptas de comportamento, humor deprimido, desinteresse, apatia, desesperança, retraimento social, automutilação e referências diretas ao suicídio. É crucial estar atento a esses sinais em crianças, adolescentes e adultos, observando a perda de interesse em atividades antes prazerosas. A especialista reforça que a frase “quem fala que vai se matar não se mata” é um mito, pois a maioria dos casos de suicídio consumado é precedida de algum tipo de aviso.

Prevenção e Busca por Ajuda

A psicóloga destaca que o suicídio é totalmente evitável, uma vez que 99% dos casos envolvem um transtorno mental, muitas vezes não diagnosticado ou tratado adequadamente. A detecção precoce de doenças como depressão, esquizofrenia, transtornos de ansiedade e dependência química é fundamental para aumentar as chances de prevenção. Para ajudar alguém com ideação suicida, o mais importante é procurar ajuda profissional (psicólogo e psiquiatra), oferecendo apoio e acompanhamento durante o tratamento. A mensagem final é clara: buscar ajuda é fundamental, e a saída, muitas vezes, está mais próxima do que se imagina.

A entrevista finaliza com a celebração do aniversário da psicóloga Daniela Zeotti, no dia 12 de setembro, reforçando a importância da vida e da busca por ajuda em momentos difíceis.

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