Campanha ‘Junho Vermelho’ conta com iniciativas para conscientizar e incentivar a doação; Miriam Castanheira fala sobre o tema
O Dia Mundial do Doador de Sangue, em 14 de junho, e o Junho Vermelho reforçam a importância da doação, especialmente em um momento em que os estoques de sangue estão baixos. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, por meio dos hemocentros, realiza campanhas para aumentar esses estoques.
A urgência da doação
A gerente de captação de doadores de sangue, Miriam Castanheira, destaca a urgência da doação, pois o sangue não é fabricado e sua disponibilidade depende exclusivamente da solidariedade das pessoas. Ela explica que o Hemocentro de Ribeirão Preto abastece mais de 33% do estado, e que os estoques são afetados por fatores como férias, dengue e clima frio, que diminuem o número de doações.
A validade do sangue e o descarte
Miriam explica que os componentes do sangue têm validades diferentes: as hemácias duram 30 dias, as plaquetas apenas cinco e o plasma um ano. Apesar da possibilidade de descarte por excesso, isso é raro devido à alta demanda dos hospitais. A falta de sangue leva ao adiamento de cirurgias, aumentando a necessidade de doações regulares.
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Doadores fidelizados e a meta
A classificação de doadores inclui os fidelizados (homens doando quatro vezes ao ano e mulheres três vezes ao ano), os esporádicos (uma vez ao ano) e os novos. O Hemocentro de Ribeirão Preto tem cerca de 50% a 51% de doadores fidelizados, mas a meta é aumentar esse número. A campanha do Junho Vermelho visa conscientizar a população sobre a importância da doação regular para garantir o abastecimento dos hospitais e salvar vidas.



