Governo Federal lançará articulação nacional pelo feminicídio zero; Najila Ferraz comenta sobre a importância dessas políticas
O mês de Agosto Lilás, dedicado ao combate à violência contra a mulher, ganha força com o lançamento da articulação nacional pelo Feminicídio Zero pelo governo federal. Em entrevista à CBN, a advogada e especialista em direito das mulheres Nádila Ferrasa, representante da OAB Ribeirão Preto no Conselho Municipal da Mulher, discute a realidade da violência de gênero no Brasil e as ações necessárias para enfrentá-la.
A Luta Contra o Feminicídio: Um Ideal Possível?
Para Nádila, zerar o feminicídio é um ideal a ser perseguido, e a coincidência do Agosto Lilás com o aniversário de 18 anos da Lei Maria da Penha demonstra progressos na luta contra a violência. No entanto, a especialista destaca a importância de ações governamentais efetivas para que essa mudança se consolide na sociedade. Ela enfatiza a necessidade de encorajar as mulheres a denunciarem os casos de violência, mesmo quando o agressor é alguém próximo.
Desafios e Números Alarmes
Os números da violência contra as mulheres no Brasil são alarmantes: o país ocupa o quinto lugar no ranking mundial de feminicídios, com uma mulher sendo vítima a cada seis horas. A cada seis minutos, uma menina ou mulher sofre violência sexual, e a cada 24 horas, são registrados 75 casos de importunação sexual. Nádila ressalta que esses números, embora preocupantes, podem estar subnotificados, indicando a necessidade de políticas públicas mais eficazes e de uma mudança cultural que promova o respeito às mulheres e a conscientização sobre relacionamentos abusivos.
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Ações Locais e Canais de Denúncia
Em Ribeirão Preto, embora existam estruturas adequadas para o atendimento às vítimas de violência, Nádila destaca a importância da prevenção por meio de palestras em escolas e bairros. A conscientização sobre o respeito às mulheres e a interrupção de relacionamentos abusivos desde os primeiros sinais de violência são cruciais. Para denúncias imediatas de violência física ou ameaças, o número de emergência 190 deve ser acionado. Para outros tipos de violência, como psicológica, patrimonial ou moral, a mulher pode procurar a delegacia da mulher, a defensoria pública, unidades de saúde ou o canal 180 (Direitos Humanos).
A entrevista reforça a necessidade de um trabalho conjunto entre governo, sociedade e instituições para combater a violência contra a mulher, garantindo proteção às vítimas e promovendo uma mudança cultural duradoura. O Agosto Lilás se configura como um importante momento de conscientização e mobilização para essa luta.



