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Neste mês acontece a campanha ‘Setembro Verde’, que fala sobre a importância da doação de órgãos

Médica fala sobre como se tornar um doador e conta sua própria história para incentivar a atitude, que pode salvar vidas
A importância da doação de órgãos
Médica fala sobre como se tornar um doador e conta sua própria história para incentivar a atitude, que pode salvar vidas

Médica fala sobre como se tornar um doador e conta sua própria história para incentivar a atitude, que pode salvar vidas

Setembro Verde é o mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos no Brasil, A importância da doação de órgãos, um tema de grande relevância para a saúde pública. A doação de órgãos é uma forma de transformar a dor da perda em esperança para outras pessoas, possibilitando salvar vidas por meio do transplante. No entanto, o país ainda enfrenta desafios para ampliar o número de doadores e reduzir as longas filas de espera.

Importância da doação de órgãos e tempo de preservação

Um único doador pode salvar várias vidas, A importância da doação de órgãos, já que é possível doar múltiplos órgãos e tecidos. Entre os órgãos que podem ser doados estão o coração, pulmão, fígado, pâncreas, rins e córneas. Cada órgão possui um tempo máximo de preservação fora do corpo antes da implantação no receptor: o coração e os pulmões duram até seis horas, fígado e pâncreas até 16 horas, rins até 48 horas e córneas podem ser mantidas em boas condições por até uma semana.

Contexto dos transplantes no Brasil: As filas para transplantes no Brasil são extensas, reflexo também dos impactos da pandemia de Covid-19. Em 2021, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou mais de 12 mil transplantes em todo o país. O Sistema Nacional de Transplantes conta com aproximadamente 648 hospitais habilitados e cerca de 1.600 equipes especializadas para realizar esses procedimentos.

Acompanhamento dos pacientes e estrutura multidisciplinar: A médica de família e comunidade, doutora Marina Manfrin, explica que os pacientes que aguardam por um órgão são acompanhados em hospitais de referência para transplantes, onde recebem atendimento multidisciplinar. Esse acompanhamento inclui consultas regulares e suporte de fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e psicólogos, tanto no pré-transplante quanto no pós-transplante, garantindo um cuidado integral ao paciente.

Causas de óbito entre doadores e importância do consentimento familiar: As principais causas de morte entre os doadores no Brasil são o acidente vascular cerebral (AVC), responsável por 53% das doações, seguido por traumas decorrentes de morte encefálica, que representam 30%. Para que a doação seja efetivada, é fundamental que o desejo do doador seja comunicado à família, pois é ela quem autoriza a retirada dos órgãos no momento do falecimento.

“É fundamental comunicar a sua família sobre o seu desejo, que é quem vai consentir ou não a autorização para a equipe médica realizar o procedimento”, afirma a doutora Marina.

Apesar da importância dessa comunicação, a recusa familiar ainda é um grande obstáculo. Cerca de 45% das famílias negam a doação mesmo quando o paciente manifestou o desejo de ser doador.

Experiência pessoal e sensibilização para a doação

Doutora Marina compartilha sua experiência pessoal para sensibilizar a população sobre a doação de órgãos. Ela é filha de um paciente que passou por um transplante hepático e acompanhou todo o processo em um ambulatório de referência. Segundo ela, o suporte multidisciplinar e as rodas de conversa promovidas pelas equipes são fundamentais para esclarecer dúvidas, acolher os pacientes e familiares e fortalecer a rede de apoio.

“Além de médica, eu sou filha de um paciente transplantado. A gente acompanhou ele por muitos anos dentro de um ambulatório do hospital que foi referenciado para ele, para que chegasse nessa situação. E eu acho que isso é extremamente importante”, relata.

A doação de órgãos é uma ação que vai além da caridade, oferecendo uma segunda chance de vida para pacientes que não possuem outras alternativas de tratamento.

Entenda melhor
  • Setembro Verde: mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos no Brasil.
  • Tempo de preservação dos órgãos: varia entre 6 horas (coração e pulmão) e até uma semana (córneas).
  • Sistema Nacional de Transplantes: conta com 648 hospitais habilitados e cerca de 1.600 equipes especializadas.
  • Consentimento familiar: essencial para a doação, apesar da alta taxa de recusa.
  • Acompanhamento multidisciplinar: inclui fisioterapia, nutrição, assistência social e psicologia.

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