Netflix lança 5ª temporada do reality ‘Casamento às Cegas’
O reality show “Casamento às Cegas” tem capturado a atenção do público, especialmente com sua edição brasileira. A psicóloga Daniela Izeote compartilha suas percepções sobre o programa, que explora as emoções, afetos e relacionamentos interpessoais, um tema central nas queixas em seu consultório. Afinal, o amor, em suas diversas formas, continua sendo uma prioridade para as pessoas.
A Dinâmica do Reality Show
O formato do programa é intrigante: os participantes se conectam em cabines, sem se verem, e formam laços baseados apenas na voz e na comunicação. Após o pedido de casamento, o primeiro encontro visual acontece, seguido por uma lua de mel e a adaptação à vida real. O momento decisivo é no altar, onde escolhem dizer “sim” ou “não”. A edição brasileira inova com reviravoltas, como noivas desistindo do casamento, adicionando um toque de novela à trama.
Rigidez vs. Impulsividade: Os Desafios nos Relacionamentos
Comparando as edições com participantes mais jovens e a edição “50+”, Daniela observa a rigidez dos mais velhos versus a impulsividade dos mais jovens. A rigidez, caracterizada pela inflexibilidade e pela dificuldade em aceitar as falhas do outro, pode ser prejudicial. Já a impulsividade, presente nos mais jovens, leva a brigas por ciúmes, términos abruptos e idealização do amor perfeito. Ambos os extremos dificultam a construção de relacionamentos saudáveis.
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O Caminho do Meio: Autoconhecimento e Escuta Ativa
O grande desafio, segundo Daniela, é encontrar o equilíbrio entre a rigidez e a impulsividade. É importante conhecer seus valores e limites, mas também estar aberto a ceder e a entender o outro. A escuta ativa, a capacidade de ouvir genuinamente e com empatia, é fundamental para construir conexões significativas. O autoconhecimento, que vai além dos livros de autoajuda e envolve reflexão sobre as próprias faltas, é essencial para relacionamentos mais saudáveis e gratificantes.
Em última análise, o objetivo de estar junto requer que os conflitos sirvam para o crescimento, evitando a destruição ou a fuga. A busca pelo amor, inerente à condição humana, envolve encontros e desencontros, mas a disposição para ouvir e andar junto torna a jornada mais atraente e recompensadora.



