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Neurologista explica que a dor de cabeça pode estar relacionada ao ‘bruxismo de vigília’

Desordem funcional acontece quando o paciente está acordado e pressiona os dentes por um período longo de forma inconsciente
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Desordem funcional acontece quando o paciente está acordado e pressiona os dentes por um período longo de forma inconsciente

Desordem funcional acontece quando o paciente está acordado e pressiona os dentes por um período longo de forma inconsciente

Bruxismo de vigília: um problema silencioso e suas consequências

O que é bruxismo de vigília?

Diferentemente do bruxismo do sono, o bruxismo de vigília consiste no ato de ranger ou apertar os dentes durante o período em que estamos acordados. Embora muitas vezes seja um apertamento leve e quase imperceptível, sua duração prolongada pode causar dores na mandíbula e na cabeça. A definição ainda é pouco conhecida, mas seus problemas são sérios, podendo ser tão impactantes quanto o bruxismo noturno, ou até mais, devido à sua natureza frequentemente imperceptível.

Sintomas e Diagnóstico

Muitas vezes, o paciente não percebe o bruxismo de vigília. A dor pode ser sutil, e o desconforto não está necessariamente ligado ao ranger, mas sim a um simples encostar das arcadas dentárias, gerando tensão. Essa tensão, mesmo que mínima, envia informações ao cérebro, que podem se manifestar como dores de cabeça. Outros sintomas podem incluir zumbidos nos ouvidos e, em casos mais graves, fraturas nos dentes. A falta de percepção da força aplicada aos dentes dificulta o diagnóstico e o tratamento adequado.

Tratamento e Prevenção

Para aliviar os sintomas, o tratamento pode envolver o uso de uma placa protetora, feita sob medida após exame de eletromiografia. Essa placa, posicionada estrategicamente na boca, auxilia na limitação do contato entre as arcadas dentárias e promove a conscientização do hábito, contribuindo para a sua reversão. Em muitos casos, após três meses de uso, a reeducação é alcançada e a placa deixa de ser necessária. A busca por um especialista é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequados. Fatores como raiva, ansiedade, calor e noites mal dormidas podem influenciar o bruxismo de vigília, mais comum em mulheres entre 30 e 40 anos com filhos e em adolescentes em período pré-vestibular.

Buscar ajuda profissional é crucial para diagnosticar e tratar o bruxismo de vigília, melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente. O tratamento precoce previne problemas mais sérios e garante um alívio eficaz das dores e desconfortos.

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