Tensões geopolíticas e o aumento dos custos das mudanças climáticas impactam nos índices; Dimas Facioli analisa
Um estudo recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Nível de desemprego mundial se mantém, ligado à ONU, revelou que a taxa global de desemprego permaneceu em 5% em 2024, o mesmo patamar de 2023. O relatório, lançado em 17 de janeiro, aponta que fatores como tensões geopolíticas e o aumento dos custos relacionados às mudanças climáticas dificultam a recuperação do mercado de trabalho.
Panorama econômico e tendências: A economia mundial cresceu 3,2% em 2024, uma desaceleração em relação aos 3,3% e 3,6% registrados em 2023. A previsão é de expansão semelhante para 2025, seguida por uma desaceleração gradual no médio prazo. Essa dinâmica limita uma recuperação forte e duradoura do mercado de trabalho.
Desafios para trabalhadores jovens e de baixa renda
O estudo destaca que o trabalho informal e a pobreza entre trabalhadores retornaram aos níveis pré-pandemia. Países de baixa renda enfrentam maiores dificuldades na criação de empregos. Entre os jovens que não estudam nem trabalham — conhecidos como “nem-nem” — houve aumento significativo: em 2024, 85,8 milhões de homens jovens (13,1% da força de trabalho masculina) e 173,3 milhões de mulheres jovens (28,2% da força de trabalho feminina) estavam nessa condição, com acréscimos de 1 milhão e 1,8 milhão, respectivamente, em relação a 2023.
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Déficit global de empregos: O déficit mundial de empregos atingiu 402 milhões de pessoas em 2024. Esse número inclui 186 milhões de desempregados, 137 milhões de pessoas desencorajadas a buscar trabalho e 79 milhões que gostariam de trabalhar, mas têm obrigações, como cuidados familiares, que impedem sua inserção no mercado.
Informações adicionais
Especialistas em recursos humanos destacam que a dificuldade dos jovens em ingressar no mercado está relacionada à falta de experiência e de qualificação adequada às demandas atuais, especialmente em áreas tecnológicas. A massa de trabalhadores em 2025 é semelhante à de 14 anos atrás, o que contribui para a dificuldade das empresas em contratar, mesmo com taxas de desemprego relativamente baixas. Investimentos em qualificação profissional e adaptação das organizações às novas tecnologias são apontados como essenciais para melhorar a empregabilidade.