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Nível de rios da região diminuem durante longo período de estiagem

Rio Pardo teve 57 centímetros de profundidade marcados nesta quinta-feira (10); em fevereiro, o nível era de 2 metros
estiagem prolongada
Rio Pardo teve 57 centímetros de profundidade marcados nesta quinta-feira (10); em fevereiro, o nível era de 2 metros

Rio Pardo teve 57 centímetros de profundidade marcados nesta quinta-feira (10); em fevereiro, o nível era de 2 metros

A estiagem prolongada que assola a região causou mudanças drásticas nas paisagens locais. O cenário é de seca generalizada, com intensa fumaça proveniente de queimadas que comprometem a qualidade do ar. Os rios da região registraram quedas expressivas em seus níveis.

Níveis Críticos dos Rios

O Rio Pardo, por exemplo, apresentou ontem apenas 57 centímetros de profundidade, um valor insignificante se comparado aos mais de dois metros registrados em fevereiro, durante o período chuvoso. Há mais de três meses não chove significativamente na região. A situação é semelhante no Rio Grande, em Colômbia, onde 110 dias se passaram sem chuvas significativas.

Impactos na População e Meio Ambiente

Maria Inácia Macedo, coordenadora da Defesa Civil de Colômbia, destaca a gravidade da situação. Em setembro, o rio deveria apresentar entre dois e três metros de água, e não os 50 centímetros atuais. A baixa vazão afeta diretamente ribeirinhos e pescadores, que dependem da pesca para sobreviver. A navegação e a pesca se tornaram praticamente impossíveis. No Rio Sapucaí, em Franca, o cenário é igualmente preocupante, com 108 dias sem chuvas e consequente queda drástica no nível da água. Márcio Gomes, um rancheiro da região, lamenta a situação, descrevendo a tristeza de ver o rio seco e a dificuldade em conseguir alimento. As queimadas também têm causado danos significativos à fauna e flora, com registros de animais mortos.

Em Franca, a estiagem também afeta o Rio Canoas, que abastece a cidade. A Sabesp emitiu alertas à população para evitar o desperdício de água. O órgão está implementando medidas emergenciais, negociando com outros usuários a montante da captação do Rio Canoas, e promovendo campanhas de uso racional da água. Cidades como Bebedouro já adotaram racionamento de água. Em Ribeirão Preto, o Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente) cobra soluções do Daerp para a falta d’água, solicitando denúncias de interrupções superiores a 48 horas.

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