Cenário acende alerta para uma possível crise hídrica; Ribeirão não tem uma chuva volumosa há quase cinco meses
A região enfrenta uma grave crise ambiental marcada por queimadas intensas e uma prolongada estiagem, Nível dos rios da região entra em queda, que já dura mais de 130 dias sem registro de chuvas significativas. As condições climáticas adversas têm provocado níveis críticos de baixa nos rios locais, além de uma fumaça densa que prejudica a qualidade do ar e a visibilidade em diversas cidades.
O cenário é preocupante em municípios como Hiberão Preto, Franca, Pedregulho e Santa Rosa de Viterbo, onde os incêndios florestais têm se alastrado por áreas rurais. Moradores relatam a presença de uma fumaça espessa, que chega a deixar algumas localidades quase apagadas pela névoa causada pelo fogo. Em Santa Rosa de Viterbo, equipes de funcionários de usinas e da prefeitura atuam no combate às chamas, mas a situação permanece crítica.
Incêndios florestais e fumaça densa
Segundo relatos de ouvintes, a fumaça causada pelos incêndios está muito intensa, especialmente à tarde, dificultando a respiração e prejudicando a visibilidade. Em Hiberão Preto, por exemplo, a fumaça é tão densa que a cidade parece quase apagada. Em Pedregulho, os focos de incêndio continuam ativos, aumentando o desconforto e o risco para a população local.
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Seca histórica e níveis críticos dos rios: Além das queimadas, a região sofre com a seca histórica, considerada uma das mais prolongadas já registradas. A falta de chuva tem impactado diretamente o nível dos principais rios, como o Rio Pardo, Rio Sapo Caí e Rio Grande. Dados coletados pela equipe do GEOM indicam que o Rio Pardo apresenta atualmente uma profundidade de cerca de 60 centímetros, enquanto no mesmo período do ano anterior o nível era de 98 centímetros.
O Rio Grande, que possui uma extensão de aproximadamente 1.090 quilômetros, também apresenta níveis muito baixos, o que compromete o abastecimento e o equilíbrio ambiental da região. Vídeos enviados por moradores reforçam a gravidade da situação, mostrando trechos dos rios com pouca água e margens expostas.
Previsão de chuva e perspectivas: A previsão meteorológica indica que as chuvas só devem retornar na segunda quinzena de setembro, ou seja, daqui a cerca de 15 dias. Enquanto isso, a tendência é de que os níveis dos rios continuem a cair, agravando ainda mais a crise hídrica. Especialistas alertam que, sem a chegada das chuvas, a situação pode se deteriorar rapidamente, aumentando o risco de novos incêndios e prejudicando a fauna e a flora locais.
Durante o auge dos incêndios, um avião da fábrica foi utilizado para combater as chamas em Hiberão Preto, especialmente nas áreas já queimadas, utilizando água de rios e lagoas próximas. No entanto, o uso desse recurso não é a principal causa da baixa nos níveis dos rios, que se deve principalmente à ausência prolongada de chuvas.
Informações adicionais
A estiagem prolongada e os incêndios florestais têm impactos diretos na saúde pública, na agricultura e no abastecimento de água da população. Autoridades locais e equipes de combate ao fogo continuam monitorando a situação e atuando para minimizar os danos, mas a falta de chuva e o clima seco dificultam o controle dos focos de incêndio.
É fundamental que a população siga as orientações das autoridades ambientais e de saúde, evitando práticas que possam agravar os incêndios, como queimadas ilegais e o descarte inadequado de materiais inflamáveis. A colaboração de todos é essencial para enfrentar esse momento crítico.



