Setembro é o mês de conscientização sobre a ação que pode salvar vidas; ouça a entrevista com a médica Viviane Barbosa
Setembro é o mês da campanha de doação de órgãos, intensificada para conscientizar a população sobre a importância desse ato. No Brasil, cerca de 34 mil pessoas aguardam por um transplante. Um estudo da Unifesp identificou três motivos principais para a alta taxa de recusa: incompreensão da morte, falta de preparo da equipe médica na comunicação sobre a morte e questões religiosas.
Doação de Órgãos em Ribeirão Preto: Desafios e Realidades
Em entrevista à médica intensivista Viviane Barbosa Silva, coordenadora da Comissão Intra-hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos do Hospital Unimed em Ribeirão Preto, descobrimos mais sobre a situação local. Ribeirão Preto integra a fila nacional de transplantes, com mais de 20 mil pessoas em São Paulo aguardando por um órgão. Um dos maiores desafios é o treinamento de profissionais de saúde e a conscientização dos hospitais sobre sua importância na Central Estadual de Transplantes. A comunicação eficaz com pacientes e familiares é crucial para aumentar o número de doações.
O Processo de Doação e os Órgãos Disponíveis
Existem dois tipos de doação: de doador vivo (como transplante de medula óssea) e de doador falecido. No caso de doadores falecidos, geralmente em situações de trauma, AVC ou hemorragia, após o diagnóstico de morte, a família é informada sobre a possibilidade de doação. Com um único doador, é possível salvar até oito vidas, doando órgãos como coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas, córneas, intestino, pele, ossos e válvulas cardíacas. A córnea, inclusive, pode ser doada mesmo em casos de parada cardíaca, independentemente da idade (10 a 80 anos).
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Prioridades, Dificuldades e Legislação
O transplante de coração e pulmão são os mais complexos. No Brasil, crianças têm prioridade na fila de transplantes devido à escassez de doações pediátricas e compatibilidade de órgãos. Para se tornar doador, o ideal é comunicar sua vontade à família. O testemunho dos familiares é suficiente, dispensando documentos específicos. Avisar seus entes queridos sobre sua decisão facilita o processo e garante que sua vontade seja respeitada.
A doação de órgãos é um ato de amor e solidariedade que pode salvar vidas. Informar sua família sobre sua decisão de ser doador é fundamental para que esse gesto de compaixão se torne realidade, proporcionando esperança a milhares de pessoas que aguardam por um transplante.



