Data é comemorado nesta quarta-feira (17); ação busca combater atividades ilegais que afetam o meio ambiente; saiba mais!
Em alusão ao Dia do Guardião das Florestas, Ação de combate ao desmatamento, a Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo lançou uma operação especial voltada para a conservação da vegetação nativa, fiscalização de áreas degradadas e combate a atividades ilegais que ameaçam o meio ambiente. A ação ocorre em um período crítico, marcado pela estação seca e aumento dos incêndios florestais, como o registrado recentemente na região norte da capital paulista.
Monitoramento e fiscalização por satélite
O comandante da Polícia Militar Ambiental, Ação de combate ao desmatamento, Capitão Rodrigo Antônio dos Santos, explicou que a operação, realizada nos dias atuais, tem como foco principal o combate ao desmatamento ilegal e às queimadas. A corporação utiliza imagens de satélite para identificar áreas com redução da cobertura vegetal, o que permite direcionar equipes para inspeções presenciais. Essa tecnologia possibilita a análise temporal das áreas, facilitando a identificação de desmatamentos recentes e a distinção entre ações autorizadas e ilegais.
Ocorrências e motivos do desmatamento: Segundo o comandante, embora algumas áreas desmatadas sejam legalizadas, a maioria das infrações envolve desmatamento não autorizado. As motivações para a degradação ambiental são variadas, incluindo expansão agrícola, criação de pastagens e construções irregulares, muitas vezes em áreas de preservação permanente, como margens de rios e nascentes. A fiscalização também recebe denúncias que auxiliam na identificação de irregularidades.
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Redução de práticas ilegais e regionalização das ações: O comandante destacou a diminuição da ocorrência de soltura de balões clandestinos na região de atuação da Polícia Militar Ambiental, prática que ainda é mais comum na capital e região metropolitana. Essa mudança é atribuída à conscientização da população e ao trabalho contínuo de fiscalização e orientação. Além disso, a corporação atua em diversas frentes, incluindo a fiscalização de criadores de pássaros e madeireiras, sempre buscando o equilíbrio entre autuação e educação ambiental.
Estrutura e fases da operação: A operação Guardião das Florestas abrange todo o estado de São Paulo e é dividida em duas fases principais: monitoramento técnico e fiscalização in loco. O monitoramento, iniciado cerca de 12 dias antes da deflagração oficial, consiste na análise de imagens e dados para identificar áreas prioritárias. A partir dessas informações, as equipes são direcionadas com coordenadas geográficas precisas, otimizando recursos e aumentando a eficiência das ações de fiscalização.
Entenda melhor
Quando áreas são devastadas, os responsáveis são autuados e obrigados a promover a recomposição ambiental. A Polícia Militar Ambiental atua em parceria com órgãos governamentais e o Ministério Público, especialmente o Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), para garantir a reparação dos danos. A responsabilização envolve sanções administrativas, criminais e civis, incluindo multas e ações judiciais para a recuperação das áreas degradadas.
O comandante ressaltou que, embora a recuperação natural de ecossistemas como o cerrado possa ocorrer, as condições climáticas atuais, com períodos prolongados de seca, dificultam a regeneração rápida das áreas afetadas. Por isso, a prevenção e a conscientização são essenciais para evitar danos irreversíveis ao meio ambiente.
O trabalho da Polícia Militar Ambiental é contínuo, com equipes atuando 24 horas por dia, sete dias por semana, para proteger os recursos naturais do estado. A operação Guardião das Florestas reforça esse compromisso, unindo tecnologia, fiscalização e educação para preservar as florestas paulistas.



