Sobre o tema, confira o comentário do assistente da secretaria da agricultura do estado, Rodnei Barbosa Corrêa
Neste Dia Mundial da Água, a preservação das nascentes se mostra crucial. A conversa a seguir com Rodinei Barbosa Correia, assistente técnico da Secretaria da Agricultura, esclarece a importância deste tema e os desafios enfrentados.
A Urgência da Preservação das Nascentes
O aquecimento global e a utilização inadequada do solo geram desequilíbrios, resultando em escassez hídrica em alguns períodos e alagamentos em outros. A preservação dos recursos hídricos é fundamental para garantir o fluxo contínuo de água durante todo o ano. As nascentes, porta de entrada da água para nossas vidas, necessitam de atenção especial.
Recuperação e Conservação: Uma Questão de Métodos
A recuperação das nascentes envolve a restauração da vegetação nativa e a adoção de práticas de conservação do solo, como bacias de contenção e terraços. Em Ribeirão Preto, foram identificadas 134 nascentes, das quais 40% (equivalente a 424 mil metros quadrados) necessitam de intervenção. A recuperação concentra-se na proteção do solo e na prevenção do assoreamento, problema ambiental significativo no Sudeste.
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Desafios e Soluções: Políticas Públicas e Ações Práticas
Apesar da existência de políticas públicas como o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) e o projeto Nascentes da Secretaria do Meio Ambiente, a atuação é pontual. A falta de estrutura no poder público e na iniciativa privada, especialmente de técnicos para conectar recursos financeiros aos produtores rurais, limita a eficácia dessas políticas. A Secretaria da Agricultura desempenha um papel importante no apoio aos produtores rurais no Cadastro Ambiental Rural, fornecendo suporte técnico para a elaboração de propostas de restauração. Entretanto, há necessidade de mais projetos e técnicos para garantir a execução eficaz das ações de recuperação ambiental.
Em suma, a preservação das nascentes exige um esforço conjunto, envolvendo políticas públicas mais abrangentes, capacitação técnica e a participação ativa dos produtores rurais. Somente com ações coordenadas e eficazes será possível garantir a segurança hídrica para as gerações presentes e futuras.



