Roberto de Mello Genaro não abre desde 2013, já o Olhos D’água está interditado há mais de um ano
Ribeirão Preto enfrenta o problema do fechamento de dois parques públicos: o Roberto de Melo Genaro e o Olhos d’Água. Ambos poderiam ser opções de lazer, mas permanecem fechados, causando transtornos e prejuízos à população.
Parque Roberto de Melo Genaro: década de abandono
Fechado desde outubro de 2013, após parte de sua estrutura desabar devido a chuvas, o parque Roberto de Melo Genaro, localizado na zona sul da cidade, tornou-se um foco de problemas. O abandono resultou na ocupação por moradores de rua e usuários de drogas, além de se transformar em depósito de lixo. A situação se agravou com a queda de um muro de concreto em 2017, criando um precipício na Avenida Santa Luzia. De acordo com o advogado Luiz Vicente Ribeiro Correa, o local se tornou um risco à saúde pública, com a proliferação de animais peçonhentos, água parada e mau cheiro. Vizinhos relatam prejuízos comerciais devido à insegurança gerada pelo abandono do parque, sendo obrigados a retirar letreiros de seus estabelecimentos, enquanto o problema persiste.
Parque Olhos d’Água: capivaras e carrapatos
O Parque Olhos d’Água, também na zona sul, fechou no ano passado devido à superpopulação de capivaras e infestação de carrapatos. Embora o entorno seja usado para caminhadas e corridas, o fechamento impactou negativamente os comércios locais, com relatos de queda na clientela. A ausência de manutenção em ambos os parques atrai criminosos, transformando-os em esconderijos e facilitando furtos e roubos, segundo o consultor em segurança Adivario Fonseca.
Leia também
Prefeitura e o futuro dos parques
A Prefeitura de Ribeirão Preto informou que o Parque Roberto de Melo Genaro recebe inspeções periódicas e que está programada a limpeza do local. Quanto ao Parque Olhos d’Água, a prefeitura reconhece a superpopulação de carrapatos e afirma que a situação está sendo avaliada pela Secretaria da Saúde. Apesar das informações, a data de reabertura de ambos os parques permanece incerta, deixando a população sem uma perspectiva de quando poderão usufruir novamente desses espaços públicos.



