Apesar de comum nesta época do ano, prática pode ser perigosa; médica alergista faz alerta importante
Com a chegada do período de temperaturas mais baixas, No período frio, é comum sofrermos, a procura por atendimento nos postos de saúde de Ribeirão Preto tem aumentado devido a alergias e infecções virais. A automedicação é uma prática comum, mas pode trazer riscos, especialmente em casos de alergias medicamentosas.
Reações alérgicas a medicamentos: A médica alergista e imunologista Maria Eduardo Zanetti explica que as alergias a medicamentos ocorrem quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a uma substância. Essas reações podem variar desde sintomas leves, como urticária (lesões elevadas na pele), até quadros mais graves, como angioedema (inchaço na boca, orelha e rosto) e anafilaxia, que envolve queda de pressão, falta de ar e sensação de fechamento da glote.
Cuidados e tratamento: Em casos leves, o uso de anti-histamínicos pode ser suficiente para o controle dos sintomas. No entanto, reações graves exigem atendimento imediato em serviços de urgência e emergência. Em todos os casos, é fundamental suspender o medicamento suspeito e procurar um alergista para avaliação e orientação adequada.
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Diferença entre reações adversas e alérgicas
Maria Eduardo Zanetti destaca que reações adversas são efeitos esperados dos medicamentos, como dor de estômago após anti-inflamatórios ou queda de pressão com dipirona. Já as reações alérgicas são respostas imunes inesperadas e potencialmente graves.
Importância da avaliação especializada: Não existe cura para alergias medicamentosas, e a suspensão do medicamento causador é o principal tratamento. Contudo, a alergia pode ser influenciada por cofatores como febre e infecções virais, que aumentam a probabilidade de reação. Por isso, é essencial passar por avaliação médica para identificar alternativas seguras para o paciente.
Entenda melhor
A alergia a medicamentos pode surgir mesmo com substâncias que o paciente já utilizou anteriormente sem problemas. A automedicação aumenta os riscos, por isso, em caso de sintomas como urticária, inchaço, falta de ar ou queda de pressão após o uso de um medicamento, procure imediatamente um médico. Evitar a automedicação e buscar orientação profissional é a melhor forma de prevenção.



