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Nogueira autoriza estudos sobre captação, tratamento e distribuição de água do Rio Pardo

Objetivo é desafogar o uso do Aquífero Guarani; diretor da Saerp, Lineu Andrade de Almeida, dá detalhes do processo
Nogueira autoriza estudos sobre captação
Objetivo é desafogar o uso do Aquífero Guarani; diretor da Saerp, Lineu Andrade de Almeida, dá detalhes do processo

Objetivo é desafogar o uso do Aquífero Guarani; diretor da Saerp, Lineu Andrade de Almeida, dá detalhes do processo

A Prefeitura de Ribeirão Preto autorizou o início dos estudos para a captação, Nogueira autoriza estudos sobre captação, tratamento, tratamento e distribuição de água do Rio Pardo na cidade. O estudo terá duração de 18 meses e está dividido em quatro etapas. O projeto será elaborado pelo consórcio Geasa, Nipon-Koi e Lack-Techny, com custo estimado em mais de dois milhões e meio de reais, financiado pela Caixa Econômica Federal.

Objetivos do estudo: O estudo visa avaliar a viabilidade técnica, econômica e ambiental da captação e tratamento da água do Rio Pardo para abastecimento urbano. A iniciativa busca garantir o fornecimento de água para a população atual e futura, diante das restrições para perfuração de novos poços e do rebaixamento do lençol freático na região.

Contexto hídrico de Ribeirão Preto

Ribeirão Preto possui limitações na exploração da água subterrânea, com níveis dinâmicos do aquífero Guarani caindo cerca de 1 metro por ano. Atualmente, a cidade depende principalmente do aquífero, mas enfrenta restrições impostas pelo Comitê da Bacia Hidrográfica, que limita a substituição e perfuração de poços em determinadas áreas.

Etapas do estudo: A primeira etapa inclui levantamento de dados, diagnóstico do sistema atual, projeção populacional para os próximos 35 anos, concepção do sistema de captação e pré-dimensionamento do tratamento da água. O estudo de tratabilidade avaliará tecnologias convencionais e avançadas para garantir a qualidade da água captada.

Nas etapas seguintes serão desenvolvidos os projetos básicos para captação, estações de tratamento, elevatórias, reservatórios e interligações com o sistema de abastecimento existente.

Perspectivas e desafios: O diretor técnico da Secretaria de Água e Esgoto, Linneu Andrade de Almeida, explicou que o estudo fornecerá informações detalhadas sobre custos, estrutura econômica e financeira, além de impactos ambientais. A expectativa é que, após a conclusão do estudo em 2026, a administração municipal possa decidir sobre a licitação e execução das obras, que devem durar de três a quatro anos, com previsão de operação a partir de 2031.

Além disso, o estudo deverá avaliar a disponibilidade hídrica do Rio Pardo, especialmente em períodos de estiagem prolongada, e propor uma gestão integrada entre água superficial e subterrânea para garantir a sustentabilidade do abastecimento.

Informações adicionais

Atualmente, o consumo per capita de água em Ribeirão Preto é de aproximadamente 270 litros por habitante por dia, valor superior à média do estado de São Paulo, que é de 180 litros. O uso racional da água é destacado como fundamental para a sustentabilidade dos recursos hídricos da região.

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