Alto número de eleitores que deixou de votar no primeiro turno pode definir o próximo Prefeito de Ribeirão Preto
Em Ribeirão, o primeiro turno das eleições municipais registrou um índice alarmante de 47,81% de eleitores que votaram em branco ou anularam seus votos, superando a votação dos candidatos que foram para o segundo turno: Duarte Nogueira (PSDB), com 39,86%, e Ricardo Silva (PDT), com 27,86%.
Abstenção e votos nulos: um retrato da apatia eleitoral
Dos 435.381 eleitores, 183.334 não votaram em nenhum candidato. Destes, 18.718 (5,7% do eleitorado) votaram em branco, enquanto 54 mil (17%) anularam seus votos. A abstenção atingiu 25%, cerca de 110 mil pessoas que sequer compareceram às urnas. Entre os que anularam o voto no primeiro turno, alguns demonstram arrependimento e pretendem votar no segundo turno, como o farmacêutico Elisandro Lopes. Outros, como o empacotador Gabriel Oliveira Bispo, de 19 anos, afirmam que manterão sua postura.
Os motivos da abstenção e a perspectiva para o segundo turno
A reportagem ouviu eleitores que explicaram suas razões para não votar. Dona de casa Sheila Alpículo declarou que não votará novamente, pois nenhum candidato a representou. Já Maria Aparecida Ramos Alves, aposentada, afirma que exercerá seu direito ao voto. O juiz eleitoral Ricardo Montserrat espera uma redução significativa na abstenção no segundo turno, incentivando os eleitores a analisarem as propostas dos candidatos e participarem da escolha do futuro da cidade.
Um apelo à participação cidadã
Para votar no segundo turno, o eleitor deve levar um documento com foto. O título de eleitor não é obrigatório, mas facilita a identificação da seção de votação. A expectativa é que os eleitores reflitam sobre as diferenças entre os candidatos e exerçam seu direito de voto, contribuindo para o futuro de Ribeirão Preto. A participação cidadã é fundamental para a consolidação da democracia.



