Secretário de Transporte e Logística de SP ainda disse que vai processar Cássio Chebabi, que o citou em depoimento
Novos desdobramentos da Operação Alba Branca trouxeram à tona o nome do Secretário de Transportes e Logística do Estado de São Paulo e Deputado Federal, Duarte Nogueira, em meio a alegações de envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro público destinado à merenda escolar. As acusações, feitas pelo presidente da Cooperativa Orgânica Agrícola de Bebedouro (COAF), Cássio Chebabi, lançam uma sombra sobre a integridade de contratos com a Secretaria de Estado da Educação.
A Denúncia e a Acusação de Propina
Segundo o depoimento de Chebabi, Nogueira teria recebido 10% de propina sobre contratos firmados com a Secretaria de Educação durante o governo de Geraldo Alckmin. A informação, divulgada pelo Estadão, detalha que Chebabi alega ter repassado a comissão de 10% sobre um contrato de aproximadamente R$3 milhões. Em seu relato, o presidente da COAF ainda mencionou ter sofrido ameaças e retaliações quando atrasava o pagamento da suposta propina, indicando a existência de uma “conta de propina” ligada a Nogueira, que já havia sido Secretário da Agricultura.
A Defesa do Secretário e a Busca por Reparação
Em resposta às acusações, Duarte Nogueira negou veementemente qualquer envolvimento no esquema. Em declarações à CBN, ele expressou repúdio às acusações e anunciou sua intenção de buscar reparação legal contra o que considera uma injustiça. Nogueira enfatizou que levará o caso à justiça e propôs uma acareação com Chebabi para esclarecer os fatos e defender sua reputação. Ele também manifestou surpresa com a citação de seu nome, afirmando não conhecer a COAF nem seus dirigentes.
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Outros Envolvidos e o Impacto da Operação
Além de Nogueira, o deputado Fernando Capes já havia sido citado por outros investigados na Operação Alba Branca. Capes também negou qualquer ligação com o escândalo e se comprometeu a colaborar com as investigações. A Operação Alba Branca, que resultou na prisão de seis dirigentes da COAF, revelou um esquema de pagamento de propina a funcionários de prefeituras e políticos em troca de contratos de fornecimento de merenda escolar. Acredita-se que ao menos 22 prefeituras participaram do esquema, que gerava um faturamento de até 30% dos contratos.
A Secretaria de Educação do Estado informou que está colaborando com as investigações e que segue a legislação federal que exige a inclusão de 30% de alimentos da agricultura familiar na merenda escolar.



