Prefeito eleito em Ribeirão Preto, tucano afirma que informações sobre suposta doação de campanha da construtora são falsas
Em depoimento à Operação Lava Jato, o ex-diretor da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, afirmou que a empreiteira teria doado R$ 650 mil para as campanhas do deputado federal Duarte Nogueira, atual prefeito eleito de Ribeirão Preto, em 2010 e 2014.
Doações para as campanhas
Segundo Melo Filho, foram feitos dois pagamentos em 2010: R$ 300 mil em 25 de atrássto e R$ 50 mil em 28 de setembro. Em 2014, houve outra doação de R$ 300 mil. O executivo alegou ter construído um bom relacionamento com Nogueira devido à sua influência política e suas posições que poderiam beneficiar a Odebrecht Agroindustrial. Melo Filho referiu-se a Nogueira pelo apelido de “corredor” e afirmou que as transações para a campanha do tucano possuíam recibos eleitorais, com os números constando nos documentos da Odebrecht.
Resposta da defesa de Nogueira
A assessoria de Duarte Nogueira declarou que todas as doações de empresas ligadas ao grupo Odebrecht ou repassadas pelo diretório estadual do PSDB foram declaradas e aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Nogueira contestou algumas afirmações de Melo Filho, classificando-as como prematuras e provenientes de um vazamento para a imprensa de uma delação ainda não homologada. Ele também refutou a afirmação de que teria sido membro da Comissão de Minas e Energia, alegando nunca ter participado dessa comissão em nenhum de seus mandatos. Nogueira enfatizou sempre ter mantido relações respeitosas e transparentes com empresas, sem troca de favores, e que todas as suas campanhas eleitorais tiveram doações regularmente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.
Implicações e próximos passos
Os acordos de colaboração premiada ainda precisam ser homologados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Nogueira afirmou estar tranquilo com a situação e disse que quem exerce a vida pública deve estar preparado para prestar contas de seus atos. Ele reiterou seu apoio às investigações e seu voto pela aprovação do pacote de medidas contra a corrupção, que inclui a criminalização do caixa dois.



