Relação foi encontrada no celular que pertencia ao empresário
Novas denúncias de corrupção envolvendo vereadores de Ribeirão Preto vieram à tona com a análise do celular do empresário Marcelo Plastino, encontrado após seu suicídio. A perícia da Polícia Federal revelou planilhas que sugerem pagamentos de propina e a existência de funcionários fantasmas na empresa Atmosfera.
Vereadores Implicados
As planilhas citam seis vereadores da atual gestão: Rodrigo Simões (presidente da Câmara), Maurício Gasparini, Adalto Marmita, Giancarlo Ussi (Dadinho), Valdir Vilela e Alessandro Maraca. As acusações variam de recebimento de propina a indicação de funcionários fantasmas.
Detalhes das Acusações
Segundo a perícia, Rodrigo Simões teria recebido R$ 5.000 mensais de Plastino, fato negado pelo vereador. Maurício Gasparini admite ter se reunido com Plastino, mas afirma que o encontro era para discutir uma doação de campanha recusada. Adalto Marmita é acusado de ser funcionário fantasma da Atmosfera, assim como Giancarlo Ussi, que teria recebido dois meses de salário sem trabalhar. Alessandro Maraca é apontado como indicador de cargos na empresa, e Valdir Vilela aparece na lista como funcionário indicado por Walter Gomes.
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Investigações em Andamento
O promotor Leonardo Romanelli afirma que os vereadores citados podem ser alvos de novas investigações. O presidente da Comissão de Ética da Câmara, vereador Lincoln Fernandes, informou que deve convocar uma reunião com o Ministério Público, Gaeco e Polícia Federal para acompanhar o caso. A investigação é considerada complexa, envolvendo o maior caso de corrupção da história de Ribeirão Preto, e exige análise cuidadosa das denúncias, considerando que alguns atos podem ter ocorrido antes de alguns investigados assumirem seus mandatos. Os vereadores envolvidos se manifestaram, apresentando suas defesas e negando as acusações. A população acompanha atentamente o desenrolar das investigações.



