Ouça o quadro ‘A cidade há 100 anos’, com Rosana Zaidan
1915 foi um ano de grandes contrastes, marcado por eventos globais e dramas regionais que ecoam até os dias de hoje. Um olhar sobre esse período revela a complexidade do início do século XX e suas reverberações no presente.
A Grande Guerra e Seus Reflexos
Enquanto o mundo presenciava os horrores da Primeira Guerra Mundial, o Brasil enfrentava seus próprios desafios. A guerra impactava o comércio e a economia, mas a atenção nacional estava voltada para uma crise ainda mais premente.
A Seca Devastadora no Nordeste
1915 ficou marcado como o ano da maior seca já registrada no Nordeste brasileiro. A população, já fragilizada, sofria com a fome e a miséria, forçando muitos a migrarem para o Sudeste em busca de sobrevivência. Esse período é retratado no romance “O Quinze”, de Raquel de Queiroz, que oferece um retrato vívido do sofrimento e da resiliência do povo nordestino. As imagens da época, com retirantes famintos e famílias desestruturadas, lembram as cenas de refugiados que vemos hoje em conflitos ao redor do mundo.
Nomes que Brilharam no Mundo das Artes
Apesar das dificuldades, 1915 também foi um ano de nascimento de grandes talentos que marcaram a história da arte e do entretenimento. O cinema ganhou Orson Welles, cineasta responsável por “Cidadão Kane”, e o ator Anthony Quinn. A beleza de Ingrid Bergman e as vozes inesquecíveis de Frank Sinatra e Edith Piaf também surgiram nesse ano, enriquecendo o cenário cultural mundial.
Ao revisitarmos 1915, percebemos que muitos dos problemas que enfrentamos hoje, como a crise hídrica e o sofrimento de populações marginalizadas, têm raízes profundas em nosso passado. A história nos ensina a importância de aprendermos com os erros e valorizarmos a resiliência humana.



