Um dos principais protagonistas da época foi Coronel Quinzinho da Cunha; quem traz os detalhes é o professor Carlo Monti
Ribeirão Preto completa 165 anos amanhã, e o lançamento de um livro do historiador Carlo Monte oferece uma nova perspectiva sobre os primórdios da cidade, focando no impacto do café e na figura do Coronel Quinzinho da Cunha.
O Café como Motor do Desenvolvimento
O livro de Carlo Monte, resultado de quatro anos de pesquisa em sete arquivos da região, detalha o período pujante de Ribeirão Preto como centro produtor e exportador de café. A obra investiga a dinâmica da produção cafeeira, os atores envolvidos e seu impacto no cotidiano da cidade.
Coronel Quinzinho da Cunha: Empreendedorismo e Visão de Futuro
Um personagem central no livro é o Coronel Joaquim da Cunha, figura influente entre 1890 e 1915. Nascido em São Simão em 1861, ele herdou terras próximas a Ribeirão Preto e, através de empreendedorismo e visão de futuro, tornou-se um grande produtor de café. Sua trajetória inclui a abertura de uma loja no centro da cidade, onde estabeleceu uma rede de negócios inovadora para a época, utilizando o café como meio de troca e posteriormente se tornando exportador.
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Um Legado de Planejamento
A pesquisa destaca a capacidade de planejamento de longo prazo do Coronel Quinzinho, tanto na esfera política quanto nos negócios. Sua visão estratégica e a preservação de documentos históricos, hoje disponíveis em arquivos de São Paulo e Ribeirão Preto, contribuem para a compreensão de seu sucesso e oferecem lições para os gestores atuais. O livro proporciona uma visão abrangente da história de Ribeirão Preto, conectando o passado com o presente e incentivando a reflexão sobre o desenvolvimento da cidade.
Para adquirir o livro “História do Café e Cultura em Ribeirão Preto: Rede de Negócios e o Crédito Agenciado pelo Empreendedor Joaquim da Cunha de Nígio Junqueira (1890-1915)”, acesse o site da editora CRV.



