A análise quem fez é o crítico Marcos de Castro na coluna ‘Cinema’
Após anos de espera, a nova produção da franquia Jurassic chega aos cinemas. Mas será que Jurassic World: Domínio consegue superar o clássico de 1993?
A Impossibilidade de Superar um Clássico
Segundo Marcos de Castro, crítico de cinema da CBN, superar o primeiro filme da franquia é uma tarefa hercúlea. Apesar dos avanços tecnológicos, nenhum filme da saga conseguiu alcançar a grandiosidade do original. Para ele, Jurassic Park (1993) permanece imbatível, consagrado como um clássico cult.
Pontos Altos e Baixos do Novo Filme
Embora reconheça a boa estrutura de Jurassic World: Domínio, Castro critica alguns aspectos, como as cenas de ação que beiram o absurdo, citando como exemplo a capacidade da personagem Claire Dearing (Bryce Dallas Howard) de correr de salto alto de um Tiranossauro Rex e a velocidade de Owen Grady (Chris Pratt) acompanhando um velociraptor na mata. O roteiro, que mistura o elenco original com os atores da nova trilogia, apresenta momentos de brilho quando os núcleos se unem, mas em outros momentos, a trama se perde em situações inverossímeis. Apesar das falhas, o filme é considerado o melhor entre os três últimos da trilogia.
Um Final Aberto e a Mensagem Ambiental
O crítico destaca que o filme não transmite a sensação de um final de trilogia, deixando portas abertas para futuras produções. A trama aborda a necessidade de coexistência entre humanos e dinossauros, criticando a ganância corporativa que prioriza o lucro à preservação ambiental. A presença do elenco original agrada aos fãs antigos, enquanto os novos personagens, como a pilota Kayla Watts, trazem um toque de humor. Apesar dos efeitos especiais não se compararem aos do filme de 1993, a combinação de elementos positivos, como a mensagem ambiental e as cenas de ação, contribui para o sucesso do longa-metragem.



