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Nos últimos seis anos, duas mil pessoas morreram por causa de intoxicação por chumbinho no Brasil

Substância é a mesma utilizada para matar a professora de pilates Larissa Rodrigues, em Ribeirão Preto; investigação continua
Nos últimos seis anos
Substância é a mesma utilizada para matar a professora de pilates Larissa Rodrigues, em Ribeirão Preto; investigação continua

Substância é a mesma utilizada para matar a professora de pilates Larissa Rodrigues, em Ribeirão Preto; investigação continua

Nos últimos seis anos, cerca de duas mil pessoas morreram no Brasil por intoxicação causada por substâncias presentes no chumbinho, um pesticida proibido em vários países, mas ainda utilizado clandestinamente para matar ratos. O caso recente da morte da professora Larissa Rodrigues, em Ribeirão Preto, chamou atenção para esse problema.

Larissa foi encontrada morta em seu apartamento no dia 22 de março. Inicialmente, a causa da morte foi atribuída a um infarto, mas um laudo toxicológico confirmou envenenamento por chumbinho. A partir desse resultado, a polícia obteve mandados de prisão temporária contra o marido de Larissa, o médico Luís Antônio Garnica, e a mãe dele, Elisabeth Arrabassa, que são os principais suspeitos do homicídio. Eles negam envolvimento no caso.

Na quarta-feira, a justiça autorizou a exumação do corpo de Natália Garnica, irmã de Luís Antônio e filha de Elisabeth, que morreu em fevereiro em circunstâncias inicialmente atribuídas a um infarto. As autoridades investigam se ela também pode ter sido vítima de envenenamento.

Detalhes da investigação e posicionamentos: O advogado de Elisabeth Arrabassa, Bruno Correia, afirmou que solicitará um novo exame toxicológico como contraprova para evitar a possibilidade de um falso positivo no laudo atual. Segundo ele, o novo exame será realizado com material colhido no Instituto Adolfo Lutz.

O professor Daniel Junqueira Dorta, toxicologista da USP, explicou que os exames para detectar venenos como o chumbinho são atualmente muito modernos e difíceis de apresentar falsos positivos, pois identificam não apenas o composto químico, mas também seus metabólitos específicos.

Casos semelhantes e dados do Ministério da Saúde

Dados do Ministério da Saúde indicam que, nos últimos seis anos, duas mil pessoas morreram no Brasil por intoxicação por substâncias usadas na composição do chumbinho e outros pesticidas. O uso clandestino do produto é frequente, apesar da proibição em outros países.

Em abril, no Maranhão, dois irmãos de 13 e 7 anos morreram por intoxicação por chumbinho. A mãe das crianças, que sobreviveu após internação, teve como principal suspeita Jordélia Pereira Barbosa, ex-mulher do atual namorado dela, motivada por ciúmes e desejo de vingança, segundo a polícia.

Repercussão familiar e depoimento: O pai e o irmão de Larissa Rodrigues prestaram depoimento na delegacia nesta quinta-feira. Sebastião Rodrigues, pai da vítima, demonstrou-se abalado e agradeceu o apoio da imprensa. Ele afirmou confiar no trabalho da polícia e na justiça, que, segundo ele, está empenhada em esclarecer o caso.

Larissa Rodrigues era casada há 18 anos com Luís Antônio Garnica. Caso sejam oferecidas denúncias contra ele e sua mãe, eles poderão ser julgados por júri popular.

Informações adicionais

O chumbinho provoca danos neurológicos, cardíacos e pulmonares e pode levar à morte tanto em altas concentrações quanto em exposições prolongadas a doses menores. A substância é fatal para seres humanos e seu uso clandestino representa um grave problema de saúde pública.

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