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Nossa aula de português da semana tem como assunto as preposições e pronomes

Confira as orientações da mestra em linguística Lígia Boareto na coluna 'CBN Papo Certo'
preposições e pronomes
Confira as orientações da mestra em linguística Lígia Boareto na coluna 'CBN Papo Certo'

Confira as orientações da mestra em linguística Lígia Boareto na coluna ‘CBN Papo Certo’

Neste artigo, vamos esclarecer as dúvidas sobre o uso correto de pronomes e preposições em frases. A discussão é baseada em uma entrevista com a jornalista e mestre em linguística Lígia Boareto, que utiliza exemplos musicais para ilustrar os pontos-chave.

Pronomes retos e oblíquos: qual a diferença?

A gramática define dois tipos de pronomes pessoais: os retos (eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas) e os oblíquos (mim, ti, ele, ela, nós, vós, eles, elas). Os pronomes retos funcionam como sujeito da frase, enquanto os oblíquos atuam como complementos. A confusão geralmente surge quando se usa pronomes após preposições.

Preposições e o uso correto dos pronomes

A regra principal é: após preposições (como “entre”, “para”, “contra”, “sobre”), devem ser usados pronomes oblíquos. Assim, frases como “entre mim e ela” ou “para mim fazer” estão corretas, enquanto “entre eu e ela” ou “para eu fazer” estão incorretas. A escolha incorreta do pronome, apesar de comum na linguagem informal, configura um erro gramatical. A utilização do pronome reto após a preposição indica que ele está exercendo a função de sujeito, o que é gramaticalmente incorreto nesse contexto.

Exemplos e exceções

A Lígia Boareto exemplifica com a música “Página de Amigos”, de Chitãozinho e Xororó, que contém a frase “terminando tudo entre eu e ela”. A forma correta seria “terminando tudo entre mim e ela”. Outro erro comum é o uso de “pra mim fazer”, em vez de “para eu fazer”. A explicação reside no fato de que, em “para eu fazer”, “eu” é o sujeito do verbo “fazer”, enquanto em “para mim fazer”, “mim” não pode ser sujeito. A ordem da frase pode influenciar a percepção do erro, como em “Andar de skate é uma alegria para mim”, onde “mim” funciona como complemento. A regra se aplica a todas as preposições.

Em resumo, a escolha correta entre pronomes retos e oblíquos depende da função sintática que desempenham na frase. Embora erros sejam frequentes na linguagem coloquial, a norma culta prescreve o uso de pronomes oblíquos após preposições.

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