Vítimas e ex-funcionários do site de compras coletivas prestaram depoimento na Justiça
O caso dos sites Stop, Play e Punk, que lesaram milhares de consumidores com a venda de produtos falsificados ou a não entrega de mercadorias, continua a se desenrolar na justiça. Novas informações surgiram após o interrogatório de vítimas e ex-funcionárias da empresa, revelando detalhes sobre o esquema fraudulento que causou prejuízos estimados em R$ 100 milhões.
O depoimento das vítimas
Grácia, uma das vítimas, relatou ter comprado um relógio que se revelou falsificado. Após tentativas frustradas de troca, a empresa cortou o contato, deixando-a sem o produto original e sem o reembolso. Seu caso é apenas um entre os mais de 88 mil consumidores lesados em todo o Brasil e no exterior.
A participação das ex-funcionárias
O promotor Arôdo Costa Filho revelou que as ex-funcionárias da empresa eram orientadas a enganar os clientes, seguindo um roteiro predefinido. Uma delas relatou ter sido coagida e ameaçada pelo casal Viviane Boff-Emilho e Michelle Pierre-Sintra, responsáveis pelos sites. A funcionária chegou a gravar as ameaças e moveu uma ação trabalhista contra a empresa, da qual, no entanto, não recebeu os valores devidos.
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As acusações e o andamento do processo
Viviane Boff-Emilho, Michelle Pierre-Sintra e outras quatro pessoas são acusadas de estelionato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e crimes contra a relação de consumo. Viviane está presa desde setembro do ano passado, enquanto Michelle está foragido há oito meses. A próxima audiência do caso está marcada para o dia 7 de junho, com o objetivo de ouvir mais testemunhas de diferentes cidades.
O caso Pank expõe a fragilidade do comércio online e a necessidade de atenção redobrada por parte dos consumidores ao realizar compras pela internet. A investigação continua, buscando responsabilizar os envolvidos e garantir a reparação dos danos causados às vítimas.



