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Nova cepa do coronavírus pode atingir mais as crianças?

Ouça a coluna 'Filhos e Cia' com Ivan Savioli Ferraz
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Nova variante do coronavírus preocupa especialistas, principalmente quanto aos impactos em crianças.

A nova variante e sua disseminação

Detectado em setembro, mas com maior frequência na Inglaterra nas últimas semanas, o novo coronavírus sofreu mutações na proteína spike, usada para invadir células humanas. Em menores de 15 anos na Inglaterra, já é a cepa predominante. Apesar de sua rápida disseminação, não há indícios de que cause doença mais severa que variantes anteriores.

Riscos e proteção

A maior disseminação aumenta o risco de casos graves, mas a variante não parece ser mais agressiva. A prevenção em crianças é semelhante à dos adultos: distanciamento social, uso de máscaras, higiene das mãos com álcool em gel ou água e sabão. A questão da vacinação ainda é complexa, pois testes de eficácia e segurança em crianças e adolescentes ainda estão em andamento. Como as crianças geralmente apresentam quadros leves, a priorização da vacinação se concentra em grupos de risco.

Retorno às aulas presenciais

A volta às aulas presenciais é um tema polêmico. A maioria dos países que manteve as escolas abertas não observou aumento na taxa de infecção, especialmente no ensino fundamental. Organizações como a OMS e a UNICEF recomendam a reabertura das escolas, considerando-a a última medida a ser tomada para controlar a pandemia, e não a primeira. A preocupação com o impacto negativo da permanência prolongada em casa, principalmente para crianças vulneráveis, em aspectos psicológicos, nutricionais e educacionais, é grande. Para adolescentes, a situação é mais complexa, pois eles são um grupo que transmite mais facilmente o vírus. No entanto, para o ensino fundamental, com medidas de higiene rigorosas, o retorno presencial parece ser viável e seguro, de acordo com estudos e especialistas.

Em suma, embora a nova variante apresente maior capacidade de disseminação, não há evidências de maior gravidade. A prevenção segue os mesmos princípios para adultos e crianças, e a decisão sobre o retorno às aulas presenciais deve ser ponderada, levando em conta os riscos e benefícios para cada faixa etária, priorizando sempre a segurança e o bem-estar das crianças.

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