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Nova procedimento promove disgnóstico rápido do câncer

Tecnologia desenvolvida pela USP, em parceria com a Embrapa e o Hospital do Câncer de Barretos auxilia no tratamento da doença
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Tecnologia desenvolvida pela USP, em parceria com a Embrapa e o Hospital do Câncer de Barretos auxilia no tratamento da doença

Tecnologia desenvolvida pela USP, em parceria com a Embrapa e o Hospital do Câncer de Barretos auxilia no tratamento da doença

O câncer de próstata é um grave problema de saúde pública, sendo o tipo mais comum entre os homens e o segundo que mais causa mortes, atrás apenas do câncer de pulmão. Dados da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer apontam que ele representa 20% dos casos globais, com cerca de 1,4 milhão de novos diagnósticos em 2020.

Diagnóstico Precoce: Uma Questão de Vida ou Morte

O diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento e a sobrevivência do paciente. Atualmente, o processo pode ser invasivo e desconfortável. No entanto, uma nova tecnologia desenvolvida pela USP de São Carlos, em parceria com a Embrapa e o Hospital de Amor de Barretos, promete revolucionar o cenário.

Teste Rápido e Acessível

Pesquisadores criaram um exame simples e barato, semelhante aos testes de glicose feitos em farmácias, que custa apenas R$ 4. Utilizando uma pequena amostra de sangue ou urina, o biomarcador identifica a presença do câncer de próstata em apenas uma hora. A grande vantagem, segundo o professor Oswaldo de Oliveira Junior, coordenador do estudo, é eliminar a necessidade de toque retal e biópsias em estágios iniciais da doença, procedimentos muitas vezes desnecessários e incômodos para o paciente. O biomarcador, chamado TCA3, é altamente específico para o câncer de próstata, aumentando a precisão do diagnóstico.

Próximos Passos e Desafios

Após três anos de pesquisa, o biosensor está em processo de patenteamento pela USP de Inovação e pela agência de inovação do Hospital de Amor de Barretos. Embora a eficácia do teste seja promissora, a disponibilização em larga escala depende de investimentos e parcerias com empresas ou o governo. A expectativa é que, com o devido suporte, o exame possa estar disponível ao público em um prazo de dois a três anos, integrando-se ao Sistema Único de Saúde (SUS) e melhorando significativamente o acesso a diagnósticos precisos e oportunos.

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