Publicada no Diário Oficial da União, medida pode ser positiva para o consumidor, mas é vista com cautela por profissionais
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova resolução que promete expandir a disponibilidade de medicamentos isentos de prescrição no Brasil. A medida, ainda em fase de avaliação, busca facilitar o acesso da população a determinados medicamentos, conforme explica Julieta Oeta, professora de Ciências Farmacêuticas da USP.
Mais Opções e Acessibilidade
A principal mudança reside na possibilidade de a indústria farmacêutica solicitar a classificação de um medicamento como isento de prescrição. Anteriormente, a lista desses medicamentos era fixa. Com a nova RDC (Resolução da Diretoria Colegiada), a expectativa é que o número de opções disponíveis para o consumidor aumente gradativamente, potencialmente impulsionando a concorrência e tornando os preços mais acessíveis.
Medicamentos Comuns e Cotidianos
A professora Oeta ressalta que a nova regra se aplica a medicamentos utilizados com frequência para tratar condições que, em geral, não exigem consulta médica imediata. Exemplos incluem resfriados, dores de cabeça leves, coriza e pequenas infecções cutâneas. A ideia é simplificar o acesso a tratamentos para problemas de saúde corriqueiros.
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Alerta para a Automedicação
Embora a facilidade de acesso seja um ponto positivo, a medida também acende um alerta para os riscos da automedicação. É fundamental buscar orientação de um profissional de saúde para evitar reações alérgicas ou outros problemas decorrentes do uso inadequado de medicamentos. Mesmo que um médico já tenha recomendado um determinado analgésico no passado, é crucial manter a atenção e, em caso de dúvida, consultar um profissional.
A nova resolução da Anvisa representa um avanço no acesso a medicamentos, mas exige cautela e responsabilidade por parte dos consumidores. A informação e a orientação profissional continuam sendo as melhores ferramentas para garantir o uso seguro e eficaz dos medicamentos.



