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Nova variante da Ômicron é diagnosticada no Brasil

Ainda não há estudos sobre a gravidade da doença; pesquisador Vitor Valenti analisa a nova cepa da Covid-19
variante Ômicron Brasil
Ainda não há estudos sobre a gravidade da doença; pesquisador Vitor Valenti analisa a nova cepa da Covid-19

Ainda não há estudos sobre a gravidade da doença; pesquisador Vitor Valenti analisa a nova cepa da Covid-19

Primeira variante recombinante da Ômicron no Brasil: Entenda os riscos e a importância da vacinação

Nova variante: Ômicron XZ

Uma nova variante recombinante da Ômicron, inicialmente chamada de Ômicron XZ, foi detectada no Brasil. Embora a OMS ainda não tenha padronizado o nome, a variante tem chamado atenção. A nomenclatura oficial pode mudar, dependendo da avaliação de suas características de transmissão, gravidade e impacto na eficácia da vacinação.

Transmissibilidade e gravidade

Estudos iniciais sugerem que a Ômicron XZ pode ser de 9 a 10% mais transmissível que a Ômicron original. É possível que se torne predominante, assim como a variante B.1. No entanto, a gravidade da infecção parece ser menor do que a de outras variantes, provavelmente devido à alta taxa de vacinação. A vacinação tem demonstrado ser um fator crucial no controle da gravidade da Covid-19, com dados da Inglaterra indicando que a gravidade da doença, em alguns períodos, ficou até abaixo da gripe comum.

Vacinação: Aliada contra a nova variante

Ainda não há estudos conclusivos sobre a eficácia das vacinas contra a Ômicron XZ. Entretanto, pesquisas com variantes próximas sugerem que as vacinas continuam oferecendo proteção. A recomendação de três doses permanece essencial para o controle da doença. A tendência é que a vacinação contra a Covid-19 se torne anual, semelhante à vacinação contra a influenza, para garantir proteção contínua contra novas variantes. Em Ribeirão Preto, a vacinação já ocorre sem agendamento, reforçando a necessidade de imunização da população. A experiência com a gripe espanhola e outras pandemias demonstra a importância de campanhas anuais de vacinação para evitar a proliferação de vírus e a ocorrência de surtos.

A vacinação periódica contra a Covid-19, provavelmente nos próximos anos, é crucial para o controle da doença. A experiência com a gripe demonstra a necessidade de imunização contínua até a erradicação do vírus, um processo que pode levar tempo. A proteção oferecida pelas vacinas, embora possa diminuir com novas variantes, continua sendo a principal ferramenta de combate à doença.

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