Escutas autorizadas pela Justiça levantam suspeitas sobre o Secretário da Fazenda de Ribeirão Preto
Novas denúncias revelam conversas gravadas em 15 de junho, indicando possíveis irregularidades na compra de computadores para as secretarias da prefeitura. As gravações expõem tensões e acusações entre secretários, levantando questões sobre o processo de licitação.
A Pressão na Secretaria da Administração
Em uma das gravações, o secretário da Administração, Guilherme Silva, revela a Marco Antônio dos Santos que o secretário da Fazenda, Sergio Nalini, estaria pressionando para a retomada do processo de compra, inclusive com ameaças de denúncia ao Ministério Público sobre uma suposta compra já realizada através da empresa Aicom. Essa pressão sugere um interesse particular na conclusão do processo.
Acusações de Direcionamento e Falta de Entendimento
Nalini, por sua vez, acusa Guilherme de direcionamento no processo de compra. Em resposta às acusações, Nalini questiona a possibilidade de direcionar um processo que ainda está em julgamento no Tribunal de Contas do Estado e que permite consórcios e subcontratações. Ele afirma que o edital será republicado e que qualquer empresa do Brasil pode participar. As conversas revelam uma falta de alinhamento entre as secretarias da Fazenda, da Administração e da Casa Civil, com o secretário da Casa Civil, Marcos Beirzotti, se recusando a assinar o prosseguimento da compra por temer que o processo dê errado.
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O Valor em Jogo e a Posição da Prefeita
Em outra gravação, Marco Antônio dos Santos informa à Prefeita Darci Vera que a Fazenda está comprando tudo o que já havia sido providenciado, gerando um cenário de desespero. A compra envolve um montante de 17 milhões de reais, provenientes do BNDES, que deverão ser devolvidos caso não sejam utilizados. A prefeita menciona que outros funcionários da Fazenda também a procuraram para tratar do assunto. O secretário da Administração, Guilherme Silva, alega que o processo de licitação apresentava pontos que geravam dúvidas, justificando o impasse. Marcos Berzotti justifica sua recusa em assinar o prosseguimento da licitação devido a divergências técnicas entre a Codep e a Secretaria da Fazenda.
O caso expõe as tensões internas e levanta questionamentos sobre a transparência e a lisura do processo de compra de computadores na prefeitura.


