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Novas fraudes da COAF são descobertas em depoimentos da Operação Alba Branca

Cooperativa 'mascarava' sobras de produtos e fraudava notas e recibos, para receber verba do Governo Federal
Fraudes COAF
Cooperativa 'mascarava' sobras de produtos e fraudava notas e recibos, para receber verba do Governo Federal

Cooperativa ‘mascarava’ sobras de produtos e fraudava notas e recibos, para receber verba do Governo Federal

A Operação Alba Branca, que investiga o superfaturamento em licitações da merenda escolar, revelou uma nova faceta da fraude envolvendo a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (COAF). A cooperativa, que deveria fornecer alimentos provenientes da agricultura familiar, utilizava um esquema fraudulento para burlar a lei e obter vantagens financeiras.

O Estelionato Dentro da Cooperativa

De acordo com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a lei federal determina que 30% dos recursos destinados à merenda escolar sejam utilizados na compra de produtos da agricultura familiar. O governo realizou licitações para cumprir essa exigência, e a COAF venceu algumas delas. No entanto, a cooperativa praticava estelionato, entregando produtos que não eram provenientes da agricultura familiar. A polícia descobriu a fraude e os responsáveis estão presos e responderão por seus crimes.

A Manobra das Sobras Mascaradas

Mesmo quando não possuía excedente de produtos da agricultura familiar, a COAF mascarava a origem dos alimentos. O delegado seccional de Bebedouro, José Eduardo Vasconcelos, explicou que a cooperativa comprava alimentos em entrepostos, como o da CEAGESP em Ribeirão Preto, e os doava para entidades sem fins lucrativos em Bebedouro. Em seguida, emitia recibos de doação e recebia valores dos cofres públicos, que deveriam ser destinados aos pequenos produtores. Essa manobra permitia que a COAF obtivesse lucro mesmo sem cumprir a lei.

Novas Investigações em Curso

A descoberta dessa nova fraude não estava nos planos da Polícia Civil, que inicialmente investigava apenas o superfaturamento na merenda escolar. No entanto, as delações indicam que a COAF operava também nesse segmento, o que exige uma nova investigação para apurar a participação de outros integrantes da cooperativa. A Polícia Civil e a promotoria continuam a Operação Alba Branca, colhendo depoimentos dos presos e suspeitos de envolvimento na fraude da merenda escolar.

As investigações prosseguem para responsabilizar todos os envolvidos e garantir que os recursos destinados à merenda escolar sejam utilizados de forma transparente e em benefício dos pequenos produtores.

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