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Novas regras de reprodução assistida no Brasil são debatidas no Almanaque CBN

Ouça o primeiro bloco do programa deste sábado (3)
reprodução assistida Brasil
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O programa Manhã CBN deste sábado trouxe à tona uma discussão relevante sobre as recentes mudanças na resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) acerca das técnicas de reprodução assistida. Especialistas da área, como o Dr. Ricardo Barufi, ginecologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, o Professor Rui Ferriani, titular da USP de Ribeirão Preto, e a psicóloga Miriam Terra Garcia, do Instituto de Psicologia de Ribeirão Preto, compartilharam suas perspectivas sobre o tema.

As Mudanças na Resolução e a Autonomia da Mulher

Um dos pontos centrais do debate foi a alteração no limite de idade para mulheres que buscam a reprodução assistida, antes fixado em 50 anos. A nova resolução permite exceções, desde que haja um consentimento informado entre médico e paciente, sem a necessidade de autorização do Conselho Regional de Medicina. Essa mudança visa garantir a autonomia da mulher e considerar suas condições de saúde individuais, como apontado em um editorial da Folha de São Paulo. No entanto, essa flexibilização levanta questões sobre a responsabilidade médica e os riscos envolvidos em uma gravidez em idade avançada.

Aspectos Éticos e Avanços da Resolução

A resolução também aborda outros aspectos éticos, como a doação de gametas femininos e a escolha do sexo do embrião, temas que geraram controvérsia e diferentes interpretações. Apesar das críticas, a nova resolução trouxe avanços importantes, como a aceitação de casais homoafetivos e a permissão para descartar embriões não saudáveis após o diagnóstico genético. Essas mudanças refletem a evolução da sociedade e a necessidade de adaptar as normas éticas às novas demandas e possibilidades da reprodução assistida.

O Fator Psicológico e a Busca pela Maternidade

Além dos aspectos médicos e éticos, o debate também abordou o fator psicológico envolvido na reprodução assistida. A psicóloga Miriam Terra Garcia ressaltou a importância do autoconhecimento e do acompanhamento terapêutico para as mulheres que buscam a maternidade por meio dessas técnicas. Questões como a motivação para ter um filho em idade avançada, a dificuldade de lidar com a falta e a necessidade de substituir uma perda devem ser consideradas para garantir o bem-estar emocional da paciente e do futuro bebê.

Em suma, a discussão sobre as novas regras da reprodução assistida revelou a complexidade e a importância de abordar o tema de forma multidisciplinar, considerando os aspectos médicos, éticos, psicológicos e sociais envolvidos.

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