Entraram em vigor, nesta segunda-feira (2), as novas regras de segurança do Pix voltadas ao combate de fraudes. A principal mudança é a implementação do MED 2.0 (Mecanismo Especial de Devolução), que permite rastrear o caminho do dinheiro desviado e ampliar as chances de recuperação dos valores pelas vítimas, segundo o Banco Central.
Com o MED 2.0, passa a ser possível acompanhar o percurso do dinheiro transferido de forma fraudulenta por diversas contas e instituições financeiras. Antes, o bloqueio era limitado apenas à primeira conta utilizada pelo golpista.
De acordo com o Banco Central, criminosos costumam pulverizar os valores em diferentes contas para dificultar a localização dos recursos. O novo sistema amplia a capacidade de identificação dessas movimentações e ajuda os bancos a rastrear e bloquear o dinheiro com mais eficiência.
Outra mudança importante é que as instituições financeiras passam a ser obrigadas a bloquear todas as contas por onde o dinheiro de um golpe circulou. A medida busca impedir que os valores sejam rapidamente sacados ou transferidos novamente.
Especialistas explicam que a ferramenta funciona como um mecanismo de identificação do dinheiro fraudulento, acelerando o processo de recuperação dos valores desviados e aumentando a proteção dos usuários do sistema.
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Como usar
O mecanismo deve ser acionado pelo cliente diretamente no aplicativo do banco após identificar a fraude. O usuário tem até 80 dias para contestar a transferência suspeita.
Após a solicitação, as instituições financeiras têm prazo de até 11 dias para analisar o caso e realizar a devolução do dinheiro, caso seja confirmada a fraude.
O MED 2.0 só pode ser utilizado em casos de golpe, suspeita de fraude ou erro entre instituições financeiras. A ferramenta não vale para situações em que o próprio usuário digita a chave Pix incorretamente ou transfere o valor para o destinatário errado.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que o novo mecanismo representa um avanço na prevenção de crimes digitais, em um cenário no qual apenas cerca de 10% das vítimas conseguiam recuperar o dinheiro antes da atualização.



