O Pix, que completa seis anos em 2025, transformou a forma como os brasileiros realizam pagamentos e transferências, oferecendo rapidez, gratuidade e funcionamento 24 horas por dia. No entanto, a popularidade do sistema também atraiu criminosos, que passaram a aplicar golpes cada vez mais sofisticados para movimentar valores rapidamente entre várias contas.
Para enfrentar esse problema, novas normas do Banco Central entram em vigor a partir de fevereiro com foco em aumentar a segurança dos usuários. Segundo o professor Eduardo Soares, as regras permitem o bloqueio quase imediato de contas suspeitas e o rastreamento em cadeia do dinheiro transferido, mesmo quando os valores são fracionados e enviados para diferentes contas. A ideia é evitar que a vítima perca o rastro do Pix e fique no prejuízo.
Outra novidade é que o próprio usuário poderá registrar a contestação diretamente no aplicativo do banco em caso de golpe ou roubo do celular. Com a fraude comprovada, as novas regras preveem a possibilidade de devolução dos valores em até 11 dias, um avanço significativo em relação ao modelo anterior, considerado lento e pouco eficaz.
As mudanças valem tanto para pessoas físicas quanto jurídicas e devem aumentar a confiança no sistema financeiro digital. Apesar do reforço na segurança, o alerta permanece: cabe ao usuário adotar cuidados básicos, como conferir dados do destinatário, desconfiar de ofertas muito vantajosas, evitar pressões por urgência e usar autenticação por biometria ou reconhecimento facial. A combinação entre tecnologia e atenção do usuário é apontada como o caminho para reduzir golpes e prejuízos no uso do Pix.
Confira a discussão completa no áudio.