Municípios superaram os índices de mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes que colocam as cidades em epidemia
Epidemia confirmada em municípios da região central
O governo estadual decretou hoje estado de emergência em razão do avanço da dengue, e dados do Ministério da Saúde mostram que várias cidades da região central de São Paulo já atingiram indicadores compatíveis com surto epidêmico. O critério adotado pelo ministério considera como epidêmico o patamar acima de 300 casos para cada 100 mil habitantes.
Dados e comparação entre municípios
Na lista de municípios em situação mais grave, Analândia aparece com o maior índice proporcional: 2.027 casos por 100 mil habitantes — em números absolutos, são 93 casos na cidade, que tem pouco mais de 4 mil habitantes. Vargem Grande do Sul registra 2.021 casos por 100 mil, o equivalente a seis ou sete vezes o mínimo considerado epidêmico. Santa Cruz das Palmeiras apresenta 1.975 casos por 100 mil.
Outros municípios que superam o limiar de 300 por 100 mil são Mococa (891), Casa Branca (616), Tambaú (597), Pirassununga (500), São João da Boa Vista (422) e Santa Gertrudes (343). Cidades que estão próximas de entrar em nível epidêmico incluem Ribeirão Bonito (246 por 100 mil), Trabiju (238 por 100 mil) e São José do Rio Pardo (211 por 100 mil).
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Resposta das autoridades e situação nas maiores cidades
Entre os municípios com indicadores epidêmicos, nenhum havia decretado emergência própria até a publicação desta matéria. A reportagem tentou contato com a Secretaria de Saúde de Analândia, sem retorno até o fechamento. Vargem Grande do Sul e Mococa não responderam aos questionamentos da equipe da emissora.
As maiores cidades da região mantêm, por enquanto, índices mais baixos: São Carlos registra cerca de 68 casos por 100 mil habitantes, Araraquara 59 por 100 mil e Rio Claro 96 por 100 mil. Especialistas e autoridades locais reforçam, porém, que índices aparentemente baixos não autorizam relaxamento nas medidas de vigilância e prevenção.
As secretarias de Saúde e as prefeituras foram chamadas a intensificar ações de controle do mosquito Aedes aegypti, campanhas de conscientização e medidas de bloqueio de focos para reduzir a transmissão nas próximas semanas.



